Por: tvi24 / PB | 18- 3- 2011 19: 18
O Tribunal da Relação de Évora confirmou esta sexta-feira a condenação dos dois inspectores da Polícia Judiciária no caso
Leonor Cipriano, não dando provimento aos dois recursos apresentados pelos inspectores.
O advogado de Leonor Cipriano,
Marcos Aragão Correia, disse à agência Lusa que o Tribunal da Relação considerou «amplamente suficiente» toda a prova produzida
em primeira instância para provar a existência «de um grave crime de tortura» contra Leonor Cipriano.
No julgamento,
que decorreu em Faro, durante vários meses, os dois inspectores da Polícia Judiciária, Gonçalo Amaral e António Cardoso, foram
condenados a penas suspensas de um ano e seis meses e dois anos e três meses, respectivamente.
Gonçalo Amaral, ex-coordenador
do Departamento de Investigação Criminal de Portimão, foi condenado como autor de um crime de falsidade de depoimento, e António
Cardoso, como autor de um crime de falsificação de documento.
Segundo Marcos Aragão Correia, o Tribunal da Relação
de Évora declarou «improcedentes» todos os recursos, inclusive a pretensão dos arguidos de «renovação de prova».
O
advogado acrescenta que os juízes que analisaram os recursos confirmaram que Leonor Cipriano «foi brutalmente torturada por
vários agentes da Polícia Judiciária portuguesa que permanecem não identificados».
Marcos Aragão Correia disse ainda
que, em consequência desta decisão, Leonor Cipriano irá apresentar uma queixa formal contra o Estado Português à Organização
das Nações Unidas por violação «grosseira dos mais básicos Direitos Humanos».
Segundo o advogado, será pedida a condenação
e expulsão de Portugal da Comissão dos Direitos Humanos das Nações Unidas.
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