O homem suspeito de ter matado a mulher na Figueira da Foz foi capturado pelas autoridades esta quarta-feira de manhã. O homem estava na casa que era dos pais e onde a GNR já tinha ido ao início da noite de terça-feira, não o tendo encontrado. 

O homem foi capturado com a ajuda de um irmão, que, esta quarta-feira de manhã, conduziu a GNR até ao local. A casa estava fechada, já que o pai do suspeito já morreu e a mãe estava internada num lar. 

A Guarda Nacional Republicana já emitiu um comunicado, onde informa que, pelas 10:30, deteve o homem de 53 anos suspeito do homicídio que ocorreu ontem na localidade do Ervedal - Quiaios.

No decurso das buscas e da informação recolhida junto da população e familiares, a GNR localizou e deteve o suspeito numa moradia devoluta pertencente à família", avança a GNR.

O suspeito encontrava-se sozinho e no momento da detenção não ofereceu resistência e estava desarmado, acrescenta a GNR. O detido foi encaminhado para o Posto Territorial da Praia de Quiaios. 

O segundo comandante do comando territorial de Coimbra da GNR, Henrique Armindo, falava aos jornalistas nas imediações do posto territorial de Quiaios para explicar os contornos da detenção: “Pelas 10:30, conseguimos deter o suspeito, o que aconteceu na sequência das nossas buscas e com o apoio de familiares, como tínhamos definido como estratégia”.

Não ofereceu resistência, nem estava armado. Mas estava alterado, nervoso, baralhado e agora será entregue à Polícia Judiciária, para as diligências habituais”, explicou.

Ao início da tarde, o homem foi conduzido aos Hospitais da Universidade de Coimbra, onde estará a ser avaliado psicologicamente.

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A mulher terá sido assassinada esta terça-feira, pelas 07:30, pelo marido em Quiaios, Figueira da Foz. Terá sido o filho mais novo do casal a dar o alerta às autoridades, depois de ter ouvido um tiro, se ter levantado e se ter deparado com a mãe já morta. O Grupo de Intervenção e Operações Especiais (GIOE) da GNR levou a cabo uma operação tática, ao início da tarde, e entrou na casa do casal, onde se pensava que o suspeito estivesse barricado. O homem não foi encontrado e passou procurado pelas autoridades. 

O homem tinha um histórico de depressão e tinha já levado a cabo tentativas de suicídio, chegando mesmo a estar internado. As armas que detinha chegaram a ser-lhe retiradas por causa da condição psicológica de que padecia e foram-lhe devolvidas há cerca de seis meses.