A GNR anunciou esta quinta-feira a detenção do presumível autor de uma queimada que originou um incêndio no concelho de Alvaiázere, elevando para dois o número de detidos nesta semana no distrito de Leiria devido a esta situação.

Em comunicado, o Comando Territorial de Leiria da GNR esclarece que o incêndio ocorreu na manhã de quarta-feira, na localidade de Barqueiro, freguesia de Maçãs de D. Maria, e «teve origem na queima de sobrantes agrícolas que alastrou à área florestal, tendo ardido cerca dois hectares».

Segundo a GNR, elementos do posto de Alvaiázere do Destacamento Territorial de Pombal, quando “chegaram ao local, de imediato tentaram recolher indícios que levassem ao responsável” do incêndio, tendo sido detido um homem de 60 anos residente no concelho de Ferreira do Zêzere, distrito de Santarém, pela prática do crime de incêndio florestal.

Esta é a segunda detenção que a GNR de Leiria faz esta semana na sequência de queimadas que originaram incêndios florestais, tendo a primeira ocorrido no concelho de Pombal.

O autor, um homem de 54 anos, foi julgado em processo sumário e condenado a pena de prisão suspensa e à pena de multa de 350 euros, a entregar aos Bombeiros Voluntários de Ansião.

No comunicado emitido hoje, o Comando Territorial de Leiria da GNR adianta ter identificado a semana passada um outro homem, alegado autor de um crime de incêndio florestal na forma negligente, que ocorreu em Alvados, concelho de Porto de Mós.

A GNR refere que o suspeito, identificado pelo Núcleo de Proteção Ambiental do Destacamento Territorial de Leiria, «efetuou corte de matos na sua propriedade com ajuntamento dos sobrantes agrícolas e queima», tendo a investigação concluído que «o incêndio teve origem na propagação de uma fogueira devido às rajadas de vento», mas «não houve prejuízos para terceiros».

«Foi o mesmo alertado que, apesar de estar fora do período crítico de incêndio e o risco de incêndio para o dia em referência ser reduzido, deveria ter adotado medidas que visam reduzir os perigos durante as queimas de sobrantes», informou a GNR.

A GNR aconselha as pessoas a acompanharem a queima de sobrantes até esta estar terminada e a certificarem-se, quando abandonam o local, de que está extinta.

Por outro lado, esta força policial pede aos cidadãos para que tenham sempre por perto meios de extinção, como água, balde de areia ou extintor, advertindo ainda para que não efetuem queimas perto de áreas florestais ou de materiais combustíveis e nos dias de elevadas temperaturas e com ventos fortes, mesmo no período em que as mesmas são autorizadas.