A GNR deteve este ano 18 pessoas por crime de incêndio florestal, mais 14 do que em igual período do ano passado, indicou hoje a corporação.

O capitão Ricardo Silva, do comando-geral da GNR, adiantou à agência Lusa que os 18 detidos são suspeitos de serem autores de incêndios florestais por dolo e negligência, como queimadas.

No âmbito da vigilância da floresta, a GNR identificou este ano 278 suspeitos da autoria de incêndios florestais, mais 206 do que em igual período de 2014, e registou 248 contraordenações, mais 62 do que no ano passado, refere ainda aquela força de segurança.

A Guarda Nacional Republicana registou ainda 4.791 ocorrências de incêndio este ano, mais 3.724 do que igual período de 2014.

Os dados da GNR foram divulgados numa altura em que a corporação está a realizar em todo o país a operação «ignição zero», que tem como objetivo sensibilizar a população para o risco de incêndio de florestal e identificar situações de incumprimento de limpeza dos terrenos junto às habitações e rede viária.

Em comunicado, a GNR refere que a operação, a decorrer até 14 de maio, visa «despertar consciências para a problemática dos incêndios florestais» e «identificar as situações mais críticas de falta de gestão de combustível em terrenos confinantes com edificações e junto à rede viária, alertando os proprietários e responsáveis para a sua perigosidade, concedendo-lhes um prazo razoável para a sua regularização».

Para a operação vão estar mobilizados cerca de 2.600 militares do Serviço de Proteção da Natureza e Ambiente (SEPNA) e do Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro (GIPS) da GNR.

O capitão Ricardo Silva disse ainda que esta operação vai decorrer antes da época crítica de incêndios florestais no sentido de prevenção e evitar os fogos.