Chegou ao fim a participação portuguesa na missão de controlo de tráfico de seres humanos e imigração ilegal na zona da fronteira marítima entre a Grécia e a Turquia. Em três meses de missão, os militares da GNR empenhados na operação detetaram mais de três mil imigrantes ilegais.
 
O que mais impressionou os militares foi a presença de crianças a bordo de barcos sobrelotados.
 

“É verdadeiramente uma crise humanitária. As pessoas estão a fugir de graves problemas e à procura de uma vida melhor”, sublinhou o tenente-coronel João Brito, que supervisionou a missão de controlo de tráfico de seres humanos e imigração ilegal entre a Grécia e a Turquia.

 
“Não nos deparamos pessoas que causem problemas à nossa intervenção. Deparamo-nos com pessoas que estão a fugir de um problema, à procura de uma vida melhor por todos os meios”, reiterou o responsável, em entrevista ao Jornal das 8 da TVI.
 
As imagens desta quarta-feira, na costa da Turquia, que mostram corpos de crianças na praia, trazem à memória a realidade vivida pelos militares da GNR. “São imagens que provam que estamos perante uma crise humanitária. O que caracteriza este ano esta missão é que o fluxo de migrantes é irregular, é enorme, e por isso também temos aquele nível de grandeza”, disse.