A GNR anunciou, nesta sexta-feira, a detenção do presumível líder de uma rede de contrabando de tabaco, no âmbito de uma investigação que já resultou na apreensão de 1,2 milhões de cigarros no Porto e em Aveiro.

Ao tabaco apreendido correspondem 6,5 milhões de euros de fuga aos impostos, designadamente IVA e Imposto sobre o Tabaco.

No âmbito da investigação, levada a cabo pela Unidade de Ação Fiscal, através do Destacamento de Ação Fiscal do Porto, foi detido, na quinta-feira, um homem de 44 anos, no distrito do Porto.

“Será o principal responsável pela rede de contrabando”, disse à Lusa o comandante do Destacamento de Ação Fiscal do Porto.

Segundo Babo Nogueira, a investigação decorre desde finais de 2016 e vai continuar.

A rede é suspeita de associação criminosa e contrabando qualificado de tabaco.

Na quinta-feira, foram realizadas seis buscas, quatro domiciliárias e duas não domiciliárias, na cidade do Porto e localidades limítrofes, que resultaram na apreensão de cerca de 130 mil cigarros manufaturados, 226 quilos de folhas de tabaco que dariam para manufaturar cerca de 226 mil cigarros e duas viaturas.

“A maior parte do tabaco estava escondida em compartimentos falsos, que se presume terem sido criados especificamente para o efeito, num estabelecimento comercial propriedade do suspeito detido”, indica um comunicado da Unidade de Ação Fiscal.

O detido, já com antecedentes criminais pelo mesmo tipo de ilícito, vai ser presente no Tribunal Judicial do Porto.

Segundo o mesmo comunicado, no decurso da investigação, já foram apreendidos 1.282.000 cigarros e uma viatura e constituídos arguidos dez indivíduos e duas empresas.

“O valor estimado da fraude e evasão fiscal detetada neste inquérito, em sede de Imposto Sobre o Tabaco e IVA, ascende a 6,5 milhões de euros”, sublinha.

Em colaboração com o Ministério Público e com o Gabinete de Recuperação de Ativos (GRA) do Porto, aquando do início da operação, foi lançado o arresto de bens móveis e imóveis dos arguidos, que visam garantir a apreensão à ordem dos autos do património incongruente apurado pelo GRA, no montante superior a 1 milhão de euros, tendo em vista a sua perda a favor do Estado.

Foram arrestadas 141 contas bancárias, cinco veículos e dois imóveis.