Dezoito pessoas foram constituídas arguidas numa operação de combate ao jogo ilegal desencadeada pela GNR no Funchal, anunciou o Comando Territorial da Madeira desta força policial, esta terça-feira.

Em comunicado, a GNR informa que a operação, desencadeada após quatro meses de investigação, visou «um grupo de indivíduos que organizava torneios de póquer clandestinos» e foi realizada na sequência de um mandado de busca e apreensão emitido pelo Tribunal Judicial do Funchal.

A GNR adianta que foi elaborado um auto de notícia pelos crimes de exploração ilícita de jogo, prática ilícita de jogo e presença em local de jogo ilícito e também dois autos de contraordenação.

Na operação, denominada «All in», foram apreendidas duas viaturas, 18 telemóveis, um iPad, um computador portátil, material de jogo e 2.283,04 euros, refere o comunicado, explicando que o valor presumível das apreensões é de 47.173,04 euros.

Dos 18 arguidos, dez foram detidos em flagrante delito e presentes a primeiro interrogatório judicial, na sequência do qual o magistrado determinou a manutenção da medida de coação, termo de identidade e residência.

A GNR acrescenta que os arguidos incorrem em penas que variam entre os três meses e dois anos de prisão e alerta que os jogos de fortuna ou azar «só podem ser explorados e praticados nos casinos existentes em zonas de jogo permanente ou temporário criadas por decreto-lei que, no caso da Região Autónoma da Madeira, se cinge ao Casino da Madeira».

À agência Lusa, o segundo comandante do Comando Territorial da Madeira da GNR, major Marco Nunes, informou que os jogos de póquer clandestinos se realizavam numa casa particular, onde foi executado o mandado de busca e onde se encontravam duas viaturas com matrícula estrangeira em situação ilegal no país, pelo que foram elaborados os autos de contraordenação.

Marco Nunes esclareceu ainda que entre os arguidos, com idades compreendidas entre os 18 e os 49 anos, encontram-se estudantes, empresários, professores e desempregados.