A GNR de Faro deteve na quarta-feira quatro pessoas suspeitas de assaltarem várias residências no Algarve, duas das quais ficaram em prisão preventiva.

De acordo com o comandante do Destacamento Territorial da GNR de Portimão, capitão Pedro Pereira, o grupo, alegadamente, constituído por três homens e uma mulher, com idades entre os 30 e 40 anos, foi detido “no âmbito de uma investigação iniciada há três meses”.

Na operação, a GNR apreendeu 149 mil euros em dinheiro, uma viatura, peças de ourivesaria, oito telemóveis, seis relógios e diversas ferramentas que o grupo “usava para arrombar as portas das residências [moradias e apartamentos] por toda a região algarvia”.

Algumas ferramentas são sofisticadas e, até agora, desconhecidas das autoridades”, frisou o comandante, acrescentando que o “grupo atuava de forma muito cuidada e minuciosa na vigilância das habitações”.

De acordo com o capitão Pedro Pereira, a investigação permitiu associar alguns objetos recuperados e na posse do grupo a, pelo menos, três furtos distintos: “O material, algumas peças de ourivesaria, foi reconhecido pelos proprietários lesados”.

Fugiam para Espanha

Duas das detenções, a de um homem e de uma mulher, ocorreram na fronteira em Castro Marim, junto à Ponte Internacional do Rio Guadiana, quando “pretendiam sair de território português, numa viatura e na posse de uma quantia avultada de dinheiro e alguns objetos, alegadamente furtados”.

A detenção dos outros dois homens suspeitos de ligação ao grupo foi efetuada na cidade de Tavira, localidade situada a cerca de 40 quilómetros da fronteira entre Portugal e Espanha.

Segundo o capitão Pedro Pereira, operação, que resultou na localização e detenção das quatro pessoas, teve origem “numa investigação por um furto a uma residência no concelho de Portimão, há cerca de três meses”.

Aquele responsável acrescentou que a investigação vai prosseguir, a fim de apurar eventuais responsabilidades do grupo a outros assaltos em território português.

Os suspeitos foram ouvidos esta sexta-feira em primeiro interrogatório judicial no tribunal de Portimão, tendo dois deles ficado em prisão preventiva e outros dois com termo de identidade e residência, a medida de coação menos gravosa.