A GNR e a Segurança Social estão, esta segunda-feira, a encerrar um lar em Alfena, concelho de Valongo, a funcionar em instalações ilegais, indicaram à Lusa fontes policiais e da própria Segurança Social.

Em declarações aos jornalistas, o tenente-coronel Silva Ferreira, oficial de relações públicas da GNR do Porto, explicou que a operação de encerramento das instalações, que se iniciou às 7:00, ocorre para "dar cumprimento a dois mandados judiciais" que foram emitidos na sequência de "algumas denúncias".

Em causa está um lar de idosos que funciona há cerca de dois anos numa habitação da rua de Baguim, freguesia de Alfena, que acolhia 14 utentes, dois dos quais acamados e três com muita dificuldade de locomoção, funcionando com sete funcionários.

O lar não tem licença para funcionar como tal. Estão a ser recolhidas provas para confirmar ou não se os responsáveis incorrem na prática de maus-tratos", indicou Silva Ferreira, segundo o qual as primeiras denúncias foram feitas há um mês.

A Segurança Social considerou que o lar que está a ser encerrado em Alfena, Valongo, tem "deficientes condições", que representam "um perigo iminente" para os utentes, indicou esta entidade em comunicado.

"Da ação que se encontra em curso, a equipa inspetiva comprovou a existência de deficientes condições de instalação, funcionamento, salubridade, higiene e manifesta degradação dos cuidados de saúde prestados aos idosos, que representavam um perigo iminente e atual para os direitos dos utentes acolhidos e para a sua qualidade de vida", lê-se numa resposta escrita enviada pela Segurança Social à agência Lusa.

Os utentes estão a ser retirados das instalações e segundo a mesma fonte da GNR "no caso de não existir retaguarda familiar será a Segurança Social a precaver o seguimento a dar à situação".

No local estão 12 agentes da GNR, quatro responsáveis ligados à delegação de saúde, quatro do Instituto de Medicina Legal e dois técnicos da Segurança Social.

Os relatos feitos por vizinhos da habitação referem que alguns dos utentes dormiam numa cave da casa. A proprietária do lar ilegal teve anteriormente um outro espaço para a prática da mesma atividade em São Mamede de Infesta, concelho de Matosinhos.