Seis das oito pessoas que se faziam passar por forças policiais para praticar roubos, detidas na terça-feira, ficaram em prisão preventiva e duas com termo de identidade e residência, informou esta quinta-feira a GNR.

Na terça-feira a GNR anunciou a detenção de oito pessoas que se faziam passar por inspetores da Polícia Judiciária (PJ) e falsificavam mandados de busca domiciliária para mais facilmente roubarem ouro e dinheiro.

Os detidos foram ouvidos hoje pelo Tribunal, que decretou a prisão preventiva para seis deles, suspeitos da prática do crime de roubo qualificado e de usurpação de funções, segundo um comunicado da GNR.

No documento a GNR recorda que os detidos, alguns com antecedentes criminais pelas mesmas práticas, faziam-se passar por inspetores da PJ, simulando o cumprimento de mandados de busca domiciliária emanados por autoridade judiciária, para roubar as vítimas.

Para a realização dos roubos, os suspeitos recolhiam, na fase inicial, informação sobre as vítimas, designadamente da quantidade e valor dos seus bens.

"Posteriormente, faziam-se passar por inspetores da PJ para entrarem nas residências das vítimas, tendo em sua posse armas de fogo, distintivos policiais, cartões de identificação e mandados de busca falsos. Já no interior, ameaçavam e isolavam os residentes num compartimento da habitação, ao mesmo tempo que roubavam ouro, dinheiro e equipamentos tecnológicos", descreve a GNR.