A Guarda Nacional Republicana (GNR) registou 119 acidentes de moto-4, entre 2009 e 2013, em Portugal continental, os quais provocaram 31 mortos e 110 feridos graves, segundo dados fornecidos à agência Lusa por aquela força de segurança.

Santarém é o distrito onde ocorreram mais mortes (7), quatro das quais aconteceram em 2009, duas em 2012 e uma morte em 2013, seguido do Porto com cinco vítimas mortais verificadas em 2010 (3) e 2011 (2).

A GNR tem o registo de sete mortes em 2009, cinco em 2010, oito em 2011, seis em 2012 e cinco em 2013, nos 18 distritos do país, perfazendo 31 vítimas mortais assinaladas na sua área de intervenção.

Nos distritos de Aveiro, Braga e Setúbal registaram-se, em cada um, nos últimos cinco anos, três mortes devido a acidentes com moto-4. Em Leiria verificou-se a morte de duas pessoas.

Lisboa, Castelo Branco, Coimbra, Faro, Portalegre, Vila Real, Viseu e Évora são os restantes distritos que, entre 2009 e 2013, registaram um morto.

Este ano já ocorreram, pelo menos, quatro mortes em acidentes envolvendo moto-4.

Um jovem de 16 anos morreu a 11 de agosto, na localidade de Pedregais, Vila Verde, em Braga, na sequência da colisão da moto-4 que conduzia com um pesado de mercadorias.

A 02 de julho, um adolescente de 14 anos acabou por morrer e uma criança ficou gravemente ferida, em Tavira, depois de a moto-4 onde seguiam se ter despistado.

Seis dias antes, a 27 de junho, duas crianças, de cinco e seis anos, uma de nacionalidade portuguesa e outra irlandesa, morreram na sequência de um acidente com moto-4, ocorrido na povoação de Casal Novo, Penela, distrito de Coimbra.

A criança portuguesa morreu no local e outro menino quando já se encontrava no Hospital Pediátrico de Coimbra, dois dias após o despiste da moto-4, que era conduzida por um cidadão de origem britânica.

De acordo com a legislação em vigor, para a condução de moto-4, independentemente da cilindrada, é obrigatório ter pelo menos 16 anos e carta de condução de categoria B (ligeiros) ou B1 (triciclos e motociclos).

A GNR alerta para a especificidade deste tipo de veículo e deixa algumas recomendações.

«Não efetuar manobras bruscas e perigosas, adequar a condução ao tipo de terreno em que circula, conhecer os limites técnicos do próprio veículo e usar sempre o capacete de proteção», recomenda a GNR.