
A Associação dos Profissionais da Guarda defendeu esta terça-feira que a proposta de reorganização da GNR, apresentada pelo Ministério da Administração Interna (MAI), vai tornar aquela força mais pesada e distante das populações.
Após uma reunião com o secretário de Estado Adjunto do Ministro da Administração Interna, Juvenal Silva Peneda, a Associação dos Profissionais da Guarda (APG) criticou o «conteúdo meramente figurativo e insuficiente» da proposta apresentada pela tutela.
«Há aspetos contemplados no documento em causa que nos provocam a maior apreensão e com os quais não concordamos, dado tratar-se de uma contra-reforma com o regresso ao Comando das Brigadas, tornando-se a estrutura da GNR mais pesada e distante das populações», esclarece a APG em comunicado enviado à agência Lusa.
Numa primeira análise, e sem se conhecerem em pormenor as implicações da reorganização proposta pelo MAI, para a APG «estão a prevalecer os interesses corporativos das Forças Armadas em detrimento das populações».
O MAI, em conjunto com o comandante-geral da Guarda Nacional Republicana (GNR), Luís Newton Parreira, concluiu uma proposta de reestruturação desta força de segurança, que prevê a reativação da Brigada de Trânsito e da Brigada Fiscal, de quatro brigadas territoriais, e a fusão de alguns departamentos, com o objetivo de libertar os profissionais da guarda de funções administrativas para patrulhamento nas ruas.
Ministro garante verbas
O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, garantiu que o Orçamento do Estado do próximo ano terá as verbas necessárias para integrar todos os elementos da PSP e da GNR no sistema remuneratório aprovado em 2010.
O regime remuneratório das forças de segurança, que entrou em vigor em 2010, ainda não foi aplicado a todos os elementos da PSP e da GNR, sendo uma das principais reivindicações dos sindicatos e associações socioprofissionais que os representam.