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GNR chega a trabalhar 80 horas por semana

Denúncia feita pela APG, que admite que acusa ministério de estar a adiar a regulamentação do horário de trabalho

Por: Redacção / PO    |   2012-04-15 14:54

A Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) considerou este domingo que a regulamentação do horário de referência na GNR está a ser «adiada», avançando que há militares que chegam a trabalhar 80 horas por semana.

Numa resposta ao grupo parlamentar do PCP sobre o horário de serviço na GNR, o Ministério da Administração Interna (MAI) afirma que se encontram em fase de avaliação os dois projetos-piloto desenvolvidos durante oito semanas em 2011 no comando de Viseu.

Segundo o MAI, o comando-geral da GNR realizou, em março do ano passado, no destacamento territorial de Mangualde (Viseu), um estudo de natureza experimental para aferir «a exequibilidade, vantagens e desvantagens da implementação» de um horário de referência de 40 horas semanais nos postos.

Por iniciativa do comando territorial de Viseu, foi levado a efeito, em Santa Comba Dão, um outro estudo, mas com uma metodologia diferente, adianta o MAI, esclarecendo que os dois projetos-piloto, que se desenvolveram durante oito semanas, encontram-se em fase de avaliação.

O presidente da APG, César Nogueira, disse à agência Lusa que os estudos têm como objetivo ¿atrasar cada vez mais a implementação dos horários de trabalho¿ na GNR, cuja regulamentação está prevista no estatuto profissional que entrou em vigor em janeiro de 2010.

César Nogueira disse igualmente que a regulamentação do horário de serviço tem vindo a ser adiada com o argumento da «falta de efetivos», o que, na sua opinião, «não corresponde à verdade».

O presidente da APG sublinhou que a GNR é a «única instituição na Europa que não tem um horário de trabalho», tendo os efetivos apenas direito a uma folga por semana após sete dias de trabalho.

César Nogueira adiantou que há militares que chegam a trabalhar 80 horas por semana.

O PCP considera que a resposta do MAI é «claramente insuficiente e nada clarificadora», sendo, por isso, uma das questões que o deputado comunista António Filipe vai fazer ao ministro Miguel Macedo, na quarta-feira, durante a audição na Comissão Parlamentar dos Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias.




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