Por: tvi24 / CP | 30- 8- 2010 12: 20
O Governo decidiu criar uma nova estrutura de comando na GNR para combater a sinistralidade nas estradas, baptizada com
o nome de Divisão de Trânsito e Segurança Rodoviária, informa o «Jornal de Notícias».
Esta é a resposta à polémica
do fim da Brigada de Trânsito e a nova estrutura já está a funcionar.
No despacho do comandante-geral da GNR, tenente-general
Leonel Santos, do dia 23 de Agosto, justifica-se a decisão pelo «despacho de 15 de Julho de 2010 por Sua Excelência o Ministro
da Administração Interna», na qual Rui Pereira determina a «execução de procedimento adequado à criação de uma Divisão de
Trânsito e Segurança Rodoviária, na Direcção de Operações, do Comando Operacional».
O comandante da nova estrutura,
tenente-coronel Carlos Duarte, revelou ao JN que esta divisão vai concentrar competências do trânsito que estavam espalhadas.
«Queremos aumentar a eficácia», explicou.
A Associação Socioprofissional Independente da Guarda (ASPIG) condenou
a criação da nova divisão de combate à sinistralidade rodoviária, considerando que se trata de um «remendo mal feito» que
não corrige a extinção da BT.
«Mais uma vez, o que vemos é um remendo mal feito. Mais uma vez, o Governo mostra
que não quer saber das associações. Verifica-se, mais uma vez, que se está a brincar com as vidas humanas e com as mortes
nas estradas», declarou o presidente da ASPIG, José Alho.
«Portugal é o único país que não tem uma área única
vocacionada para combater a sinistralidade. Portugal tinha-o, mas pura e simplesmente foi destruído. Desmembrou-se na totalidade
aquilo que era mais querido para os portugueses, que era a BT», sublinhou.
Em declarações à Lusa, o presidente da
ASPIG disse que a extinção da antiga BT e a criação da nova unidade é «a machadada final», razão pela qual apela aos partidos
com assento parlamentar para intervirem.
«Esperamos que todos os partidos da oposição, e inclusivamente o PS que
nos disse que não estava de acordo com a extinção da BT, possam resolver a situação», frisou José Alho.
«Nós
mandamos daqui uma grande saudação para António Costa, porque agradecemos-lhe do fundo do coração ter destruído a BT», ironizou
ainda José Alho, referindo-se à decisão do antecessor de Rui Pereira, actual ministro da Administração Interna, de extinguir
aquela unidade.
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