A 4.ª companhia do Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro (GIPS), de Braga, salvou cinco raposas de morrerem à fome e à sede num lago artificial, em Santa Cristina de Longos, Guimarães.

Os animais ficaram presos num ponto de abastecimento de água para helicópteros, que se encontrava vazio, e foram encontrados em "avançado estado de magreza" e "num desespero muito grande", como contou à TVI24 o capitão Manuel Moreira. 

Foi em abril do ano passado, durante uma operação de vigilância terrestre em zona florestal, mas as imagens só agora foram divulgadas, primeiro na página pessoal de um dos militares envolvidos e que despertou o interesse da página oficial da GNR no Facebook.

O vídeo tem milhares de partilhas, mas não conta a história toda.

Durante a patrulha, e para "maximizar o deslocamento" àquela região, a equipa de quatro militares decidiu averiguar o estado do ponto de água de Santa Cristina de Longos, que serve de apoio ao combate a incêndios florestais, para poder dar o feedback ao município, que é quem tem a responsabilidade de o manter em funções. Foi então que se deparou com as cinco raposas, que há "vários dias, certamente" desesperavam para dali sair.

De imediato iniciaram o resgate, "improvisando".

Descemos com as mangueiras da viatura de combate a incêndios, colocámos as luvas para os incêndios, uma vez que estamos a falar de animais selvagens, para não nos morderem, e tirámos as raposas uma a uma. Talvez não se perceba pelas imagens, mas aquela lona é altamente escorregadia. É muito fácil descer, mas subir é complicado", contou o comandante da 4.ª companhia.

O final feliz desta história também não está nas imagens, mas não é difícil visualizá-lo.

Depois de tirarmos as raposas, pusemos água nos nossos capacetes e improvisámos umas taças para elas beberem água. E conseguimos dar-lhes água", garantiu Manuel Moreira.

Recentemente, a 4.ª companhia foi a Espanha socorrer um casal que aguardava uma ambulância que também tinha sofrido um acidente.