Por: tvi24 / PP | 16- 12- 2009 15: 59
A cidade da Guarda acordou, esta quarta-feira, paralizada pelo formação de gelo. Foram encerradas escolas, alguns serviços
públicos e comércio, num cenário pouco comum e que motivou críticas à protecção civil pela associação empresarial local, escreve
a Lusa.
Alguns habitantes da cidade mais alta do país, afirmaram à Lusa não terem memória de uma situação idêntica
e muitos daqueles que saíram à rua tiveram que ir a pé porque «os carros escorregavam».
Acessos cortados
Após
o almoço a situação ficou mais calma mas durante a manhã ocorreram vários acidentes, várias pessoas sofreram quedas e os acessos
à cidade estiveram cortados à circulação automóvel.
«As ruas da parte mais alta da cidade e do centro histórico continuam
fechadas ou condicionadas, mas as restantes estão todas mais ou menos transitáveis», disse à Lusa fonte dos bombeiros.
Carros
escorregam
Maria Rosa, residente na Guarda, referiu não ter memória «de uma coisa assim». «Não se pode andar
na rua, está tudo cheio de gelo e os carros escorregam», indicou.
Também Avelino Gonçalves referiu que as ruas do
centro da cidade estão «um perigo» e que só saiu de casa para ir trabalhar.
«Tive que vir a pé, devagarinho e apoiado
no guarda-chuva, para não cair», relatou, dizendo que no percurso entre casa e o emprego, viu «muita gente a cair e carros
encostados».
Já Daniel Santos, contou que foi obrigado a comprar umas meias para calçar sobre as botas «para aderir
ao gelo» e não cair nas ruas geladas da cidade.
Devido ao gelo todas as escolas da Guarda estiveram fechadas, incluindo
o Conservatório de Música de S. José da Guarda, que também teve que alterar a data da audição geral e do Concerto de Inverno
para o dia 13 de Janeiro.
O NERGA ¿ Associação Empresarial da Região da Guarda, emitiu um comunicado onde lamenta
«a deficiente e ineficaz actuação da protecção civil», que acusa de não ter tomado «as devidas precauções de modo a evitar
o caos a que a Guarda assistiu».
Segundo Granja de Sousa, coordenador da Protecção Civil Municipal da Guarda, a situação
devido ao gelo complicou-se porque as temperaturas registadas foram da ordem dos sete graus negativos.
«Começámos
muito cedo a tentar desbloquear algumas ruas e a temperatura desceu na ordem dos sete graus negativos. Todo o sal que espalhámos
foi em vão, dado que só actua até aos quatro ou cinco graus negativos e, a partir daí, não há nada a fazer», explicou.
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