A presidente do CDS-PP e vereadora em Lisboa, Assunção Cristas, vai pedir uma inspeção à empresa municipal que gere os bairros sociais na capital, a Gebalis. Isto porque os moradores se queixam de que lhes pedem dinheiro prometendo resolver pedidos de atribuição de casa.

Ouvi denúncias sobre questões internas da Gebalis e são questões gravíssimas. Vamos pedir à Câmara para fazer não só uma inspeção rigorosa à Gebalis, como, eventualmente, ponderar outras formas, para que situações como as que nos foram relatadas não possam continuar".

O que foi relatado a Cristas passa pelo "pedido de pagamento para resolver situações de pedidos de casas, e que depois acabam por não ser resolvidos, mas as pessoas ficam sem o seu dinheiro".

Um desses relatos foi testemunhado pelos jornalistas num bairro de Marvila, durante uma visita que Assunção Cristas realizou esta quarta-feira.

Nós junto da Câmara e das instituições vamos ajudar as pessoas a fazer essa denúncia. É muito difícil provar, mas já não é um relato, são dois, são três, de coisas que não são de agora. Algumas são antigas outras são de agora, coisas que, pelos vistos, persistem, nestes bairros".

Além deste pedido de inspeção, o CDS na Câmara de Lisboa vai fazer um pedido formal escrito do número de habitações municipais por atribuir na capital, que inclua as moradas, bem como do tempo médio de espera pelas casas.

Assunção Cristas tem vindo a afirmar desde a pré-campanha autárquica que existem cerca de 1600 fogos municipais por atribuir.

"Vagamente, a Câmara tem dito que o número que nós apresentamos de 1600 casas fechadas sem ser atribuídas não corresponderia, mas nunca nos conseguiu confrontar com outros números. Entre o silêncio e uma resposta vaga, não infirmou rigorosamente estes números, também não confirmou", disse.

Assunção Cristas considerou "inadmissível" que existam fogos fechados quando há tantos pedidos de habitação que, neste seu regresso a Marvila, voltou a ouvir de famílias que reclamam uma casa, alegando carência económica. "Compreendemos que as situações não são simples, por vezes são bastante complicadas, mas não é admissível que nada progrida e que nada pareça evoluir, pelo menos, com as pessoas com quem eu falo e nas casas que visito", defendeu, aqui citada pela Lusa.

Assunção Cristas chamou também a atenção para a degradação dos edifícios, num dos quais ficou momentaneamente presa num elevador, quando subia ao sétimo andar para ir a casa de uma moradora.

Nesse prédio, na avenida João Paulo II, Assunção Cristas constatou que uma brecha com vários centímetros se abriu no topo do edifício.