A PSP de Viana do Castelo cortou esta quarta-feira o trânsito durante cerca de uma hora na Estrada Nacional (EN) 13 devido à presença de dois garranos, cavalos criados em regime de semiliberdade.

De acordo com o segundo comandante da PSP, Raúl Curva a circulação automóvel esteve interrompida naquela via, na freguesia de Areosa, entre as 07:30 e as 08:00 para "evitar acidentes de viação e permitir que o proprietário recolhesse os animais".

Segundo aquele responsável "os garranos desceram do Monte da Santa Luzia", onde são criados em regime de semiliberdade, "até à Veiga da Areosa", junto à costa do concelho, "mas sem causar qualquer tipo de danos".

A raça garrana foi alvo, em 2011, de uma candidatura a Património Nacional, processo coordenado pelo Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC), que defende a necessidade de "preservação de recursos biológicos, valorização e divulgação da raça garrana".

O garrano é uma raça protegida, devido ao risco de extinção, encontrando-se por isso muito poucos no meio selvagem e na posse de criadores.

Tem a sua origem no Ibérico pré-histórico de pequena estatura que era característico das regiões montanhosas do norte da Península Ibérica, sendo considerado por vezes um pónei.

A candidatura tem como base o estudo e caracterização da população garrana e a sua envolvente social, ambiental, cultural e turística, além da promoção e divulgação, num processo que arrancou em 2009.

Segundo números fornecidos à Lusa em 2011, em Portugal há cerca de 600 criadores de Garranos registados, mas apenas 350 possuem animais, num registo nacional de animais adultos que ronda as 2000 cabeças.

Desde 2008 foram conhecidos dezenas de casos de cavalos desta raça abatidos a tiros de caçadeira, alegadamente por agricultores revoltados com os estragos que a criação selvagem destes animais provoca nas culturas.