Os autarcas do Alto Minho receberam esta quarta-feira a garantia do secretário de Estado da Saúde de que o hospital distrital não vai perder nenhuma valência, informou à Lusa o líder da Comunidade Intermunicipal (CIM) da região.

«O senhor secretário de Estado informou-nos que a portaria dos hospitais não implica nenhum encerramento das valências da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM)», explicou à Lusa José Maria Costa.

A continuidade das unidades de obstetrícia e maternidade, neonatologia, urologia e endocrinologia foi assegurada numa reunião, esta quarta-feira à tarde, na Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte, no Porto.

Além do secretário de Estado da Saúde, Manuel Ferreira Teixeira, participaram o presidente do conselho de administração da ARS/N, Castanheira Nunes, e os autarcas do distrito de Viana do Castelo, integrados na CIM do Alto Minho.

Em causa está a portaria 38 /2014 de 10 de abril que estabelece os critérios que categorizam serviços e estabelecimentos do Serviço Nacional de Saúde e, sobretudo, os efeitos que poderá representar para o funcionamento do hospital de Santa Luzia, na cidade de Viana do Castelo.

No dia 06 de maio, em resposta à Lusa, a ARS do Norte tinha assegurado que a continuidade da maternidade do hospital distrital «nunca foi equacionada».

«A Administração Regional de Saúde do Norte, I.P., no âmbito dos estudos da sua comissão da saúde materno infantil, nunca sequer questionou a manutenção da maternidade de Viana do Castelo» esclareceu na altura fonte da ARS do Norte, questionada pela Lusa.

Segundo dados da ULSAM ,nascem por ano mais de 1.500 crianças no Serviço de Obstétrica do Hospital de Viana do Castelo.

Além de obstetrícia a preocupação dos autarcas, manifestada logo após a publicação do diploma, prendia-se ainda com o eventual encerramento das especialidades neonatologia, urologia e endocrinologia, agora afastada pelo secretário de Estado da Saúde.

O presidente da CIM do Alto Minho adiantou também ter sensibilizado o governante para a necessidade de reforçar o hospital distrital com novas valências face às «ao envelhecimento da população e às dificuldades de mobilidade sentidas no distrito».

Segundo José Maria Costa, o secretário de Estado da Saúde afirmou que, ao abrigo do Plano Estratégico da ULSAM, «estão a ser discutidas outras áreas e serviços mas não foram avançadas por estarem ainda em fase de análise técnica».

Já no início deste mês à Lusa o presidente do conselho de administração da ULSAM tinha adiantado que o hospital distrital poderia vir a ser dotado de novas valências.

Frankelin Ramos explicou, na ocasião, que o assunto ainda está em «discussão técnica» mas hematologia clínica e infeciologia são as especialidades que poderão vir a ser criadas na unidade hospitalar.

Gerido pela Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), aquele hospital serve cerca de 244 mil pessoas dos dez concelhos do distrito de Viana do Castelo e algumas populações vizinhas do distrito de Braga.