O Tribunal da Relação do Porto reduziu para cinco a 10 anos de prisão as penas - uma delas suspensa - a cinco homens que assaltaram e rebentaram com explosivos 22 caixas Multibanco no Norte do país.

Em primeira instância, no Tribunal de Matosinhos, a 16 de abril de 2015, os cinco arguidos haviam sido condenados a penas de prisão entre os sete e 17 anos de prisão efetiva.

“Resultou provado que os arguidos, depois de selecionarem as caixas multibanco, dirigiam-se a estas de madrugada, forçavam a abertura por onde dispensam as notas e por aí lançavam para o seu interior gás acetileno, fazendo-o explodir por recurso a engenho elétrico artesanal funcionando como detonador e, rebentada a caixa, acediam aos contentores das notas de banco, levando-os consigo”, referiu hoje a Procuradoria-Geral Distrital (PGD) do Porto.

Para rebentar as máquinas, os suspeitos, entre os 24 e 61 anos, usavam fios elétricos, lâmpadas e pilhas e atuavam sempre de madrugada.

Os arguidos, que ficaram conhecidos por “gangue dos multibancos”, agiam quase sempre após o abastecimento das máquinas com dinheiro e escolhiam aquelas sem sistemas de videovigilância, alarmes de intrusão e colocadas em zonas pouco movimentadas.

Depois de retirado o dinheiro, os assaltantes fugiam e abandonavam os componentes da máquina em campos agrícolas, caminhos ou rios, enquanto os instrumentos usados nos crimes eram colocados em sacos desportivos e deixados em locais isolados.

Entre si, os arguidos comunicavam com telemóveis de baixo custo que, após os crimes, eram destruídos e abandonados. Já para se deslocarem, usavam estradas secundárias para evitar as portagens.

Os assaltos aconteceram entre 13 de junho de 2011 e 07 de novembro de 2012 na Póvoa de Varzim, Vila do Conde, Barcelos, Esposende, Guimarães, Viana do Castelo, Braga e Matosinhos.

Os arguidos que alegadamente faziam parte do “gangue dos multibancos” eram nove, mas quatro deles foram absolvidos em primeira instância por falta de provas quanto ao seu envolvimento no caso.