A situação do mar na costa galega torna «impossível» encontrar com vida o trabalhador português que foi esta quarta-feira arrastado por uma onda no porto da localidade de Malpica, disse o presidente da autarquia local, refere a Lusa.

José Ramón Varela confirmou aos jornalistas que o trabalhador foi arrastado com o seu filho quando ambos estavam a trabalhar numa estrutura de segurança no porto, tendo o filho conseguido chegar a terra.

«A onda veio e levou-os aos dois e à plataforma onde estavam a trabalhar», disse Varela, referindo que os operários, cuja identidade não é conhecida, estavam a fazer a cofragem para reforçar um dique já existente no porto.

Dado o estado do mar «é impossível» encontrar o homem vivo, disse o autarca, admitindo muito pessimismo até sobre as possibilidades de que o corpo possa ser resgatado hoje.

O acidente ocorreu ao início da manhã de hoje numa altura em que a Galiza vive uma situação de temporal.

Fonte do Salvamento Marítimo em Finisterra, que está a liderar a operação, confirmou que ainda decorrem buscas no local, iniciadas depois do alerta dado por um transeunte que viu os operários cair.

A operação envolve embarcações da Cruz Vermelha e do Salvamento Marítimo bem como equipas da Protecção Civil de Malpica, do Serviço de Costas, da Guarda Civil e da Polícia local.

«A situação do mar está muito complicada. Tivemos informações de que o segundo operário foi visto, mas as ondas estão muito fortes», disse a fonte do Salvamento Marítimo.

Fonte do Complexo Hospitalar Universitário de A Counha (CHUAC) confirmou que o trabalhador ferido deu entrada naquela unidade, onde permanece em observação.

«Sofreu golpes e contusões e tem um sintoma ligeiro de hipotermia», disse a fonte.

A Galiza está hoje em alerta laranja em toda a sua costa, prevendo-se ondas de seis metros e vento no mar, sobretudo ao norte de Finisterra, segundo a Protecção Civil.

Quinze províncias espanholas estão em alerta devido ao mau tempo.