O Gabinete de Atendimento e Informação à Vítima (GAIV) do Comando Metropolitano do Porto atendeu 1.370 pessoas no seu primeiro ano de atividade, indicou esta quinta-feira o responsável pelo serviço.

Marco Almeida, subcomissário da PSP do Comando Metropolitano do Porto, esclareceu à agência Lusa que, «apesar de ainda não haver um período homólogo para comparação, este ano foi bastante positivo».

«Todas as vítimas que nos procuraram e por nós foram acompanhadas estão bem e sem terem passado por situações drásticas (...). São estes resultados que nos deixam satisfeitos. Alicia-nos saber que acompanhamos as pessoas para que possam ter uma vida melhorada», explicou Marco Almeida.

O GAIV dispõe de 18 polícias a trabalhar em exclusivo, 24 horas ao longo dos sete dias da semana, num gabinete que está vocacionado para um atendimento personalizado às vítimas de violência doméstica, bem como para o atendimento com deslocação ao local do crime.

O subcomissário Marco Almeida admitiu que «a primeira preocupação do GAIV é dar uma assistência digna, acolhimento e acalmar as vítimas» que procuram o serviço.

Nos dados apresentados pelo Comando Metropolitano do Porto foram efetuadas, desde março de 2013, 800 denúncias e 123 detenções. Das 1.370 vítimas atendidas no GAIV, 183 eram do sexo masculino e 1.200 deslocaram-se diretamente ao gabinete.

«Esta é uma realidade transversal a todas as classes sociais. E, apesar de na maioria dos casos, as vítimas serem mulheres, os homens também nos pedem ajuda», elucidou Marco Almeida.

Ao longo do próximo ano, o Comando Metropolitano do Porto defende que ainda pode fazer mais para o desenvolvimento desde gabinete, nomeadamente na «área da prevenção primária».

«Vamos insistir na prevenção da violência no namoro que é, na maior parte dos casos, onde tudo começa. A fase da adolescência, da universidade é uma grande preocupação que pretendemos dar ainda mais destaque», anunciou ainda Marco Almeida.