O Ministério Público acusou de crimes de incêndio e de furto os três alegados autores do assalto às instalações da lojas de móveis da Conforama, em Vila Nova de Gaia, na madrugada de 12 em fevereiro deste ano.

De acordo com nota publicada no site da Procuradoria-Geral Distrital do Porto, cada um dos arguidos vai responder pela prática, em coautoria, de um crime de incêndio, explosões e outras condutas especialmente perigosas, um crime de furto qualificado na forma tentada e um crime de furto.

Segundo a acusação, os arguidos, durante a execução de um assalto às instalações da Conforama, decidiram atear fogo às mesmas, «provavelmente» porque um deles se cortou e sangrou «e essa tenha sido a forma encontrada de impedir a identificação dos vestígios hemáticos». Com isqueiros, atearam fogo aos sofás e colchões que se encontravam nas instalações, propagando-se as chamas a outros objetos e evoluindo pelo interior das instalações.

O fogo destruiu todo o edifício comercial, que se encontrava implantado numa área de 12057 metros quadrados, dividida por três pisos, e consumiu todas as mercadorias e equipamentos.

Ainda de acordo com a acusação, as chamas colocaram também em perigo as habitações existentes nas traseiras das instalações comerciais da Conforama, obrigando mesmo à evacuação de três casas.

«Só por si, o valor dos prejuízos reportado ao valor dos bens que se encontravam para venda nas instalações atinge 1,5 milhões de euros», refere a nota da Procuradoria.

Um dos arguidos está em prisão preventiva à ordem deste processo e os outros dois cumprem pena à ordem de outros processos. Os suspeitos foram detidos a 21 de março pela Polícia Judiciária.