A direção da fábrica de plásticos de Gaia onde deflagrou um incêndio revelou que já foi iniciada uma investigação às origens do fogo e assegura não ter ficado em causa a produção ou as entregas a clientes.

Numa nota enviada à Lusa, a Amcor Flexibles Europa & Americas (AFEA) indica que o incêndio, de «proporções limitadas», se restringiu a uma «instalação acessória» da fábrica situada em Seixezelo, concelho de Gaia, distrito do Porto e que «o devido processo de investigação já foi iniciado».

A Amcor esclarece também que «a produção está em operação como habitualmente, não estando comprometido o seu plano de entregas a clientes».

De acordo com a empresa, o fogo «foi extinto e a situação foi normalizada ainda durante a manhã» desta terça-feira, «sem registo de danos assinaláveis».

«Não houve feridos ou necessidade de evacuação», acrescenta a direção, destacando as «bem estabelecidas práticas de segurança existentes na empresa e a pronta resposta do serviço de bombeiros».

Fonte dos Bombeiros Voluntários dos Carvalhos, uma das corporações que combateu o fogo iniciado às 07:50 disse à Lusa que o regresso ao quartel aconteceu pelas 12:40.

Por volta das 11:00 o incêndio já tinha sido extinto mas os bombeiros tentavam arrefecer um contentor de filtragem de solventes para evitar o risco de explosão, informou o comandante dos Voluntários dos Carvalhos, Ricardo Santos, admitindo que a fábrica lida com «materiais altamente inflamáveis».

Em declarações à Lusa, o responsável esclareceu que, ao fim da manhã, os trabalhos se concentravam no «arrefecimento das tubagens» de um contentor «com carvão ativado que faz a filtragem dos solventes para a produção de plásticos», pois o mesmo ficou «com uma carga térmica bastante elevada» após o incêndio.