O tribunal de Gaia começou esta segunda-feira a julgar os três alegados autores do assalto e incêndio que na madrugada de 12 de fevereiro destruiu as instalações da loja de móveis Conforama.

Naquela que foi a primeira sessão, os arguidos foram identificados e não quiseram prestar declarações sobre a matéria em julgamento.

O julgamento prossegue no dia 11 pelas 09:30 na terceira instância central criminal do Tribunal de Gaia.

Os três indivíduos estão acusados, em coautoria, pelos crimes de incêndio, explosões e outras condutas especialmente perigosas, um crime de furto qualificado na forma tentada e um crime de furto.

Segundo a acusação, publicada no site da Procuradoria-Geral Distrital do Porto em outubro, durante a execução de um assalto às instalações da Conforama, os arguidos decidiram atear fogo às mesmas, «provavelmente» porque um deles se cortou e sangrou «e essa tenha sido a forma encontrada de impedir a identificação dos vestígios hemáticos».

Com isqueiros, terão alegadamente ateado fogo aos sofás e colchões que se encontravam nas instalações, propagando-se as chamas a outros objetos e evoluindo pelo interior das instalações.

O fogo destruiu todo o edifício comercial, que se encontrava implantado numa área de 12.057 metros quadrados, dividida por três pisos, e consumiu todas as mercadorias e equipamentos.

Ainda de acordo com a acusação, as chamas colocaram também em perigo as habitações existentes nas traseiras das instalações comerciais da Conforama, obrigando mesmo à evacuação de três casas.

«Só por si, o valor dos prejuízos reportado ao valor dos bens que se encontravam para venda nas instalações atinge 1,5 milhões de euros», referia a nota da Procuradoria.

Os suspeitos foram detidos a 21 de março pela Polícia Judiciária, recorda a Lusa.

A loja da Conforama, em Gaia, reabriu na passada semana.