Uma operação conjunta da PSP e da GNR colocou esta madrugada 300 agentes e dezenas de viaturas em locais estratégicos de Gaia, tendo como principais objetivos o combate à criminalidade e o aumento da visibilidade policial.

A operação «Gaia em Segurança», como foi denominada esta ação policial, teve início às 22:00 de sexta-feira, estendendo-se até às 08:00 de hoje.

De acordo com informação veiculada à imprensa pelos responsáveis de ambas as forças policiais, ainda numa fase primária da operação, esta estava a decorrer «com normalidade», sendo que não foi suscitada por «nenhum motivo preocupante», destacando o seu «efeito preventivo».

Uma das ações desta operação decorreu na área de serviço de Vilar Paraíso (A29), onde a GNR fez fiscalização de trânsito, que pode passar pela investigação criminal, deteção de explosivos e de droga e proteção da natureza.

Em declarações à agência Lusa, o tenente-coronel Silva Ferreira, oficial de operações do Comando Territorial do Porto da GNR, disse, no decorrer desta ação, por volta das 02:00, que esta força de segurança aproveitou também para testar pela primeira vez um novo dispositivo de imobilização de veículos, vulgarmente conhecido por «lagartas».

Trata-se de «um sistema que serve para, no caso de algum veículo desobedecer à ordem de paragem dos agentes de autoridade», provocar um furo lento nos pneus do carro, obrigando à sua imobilização.

O tenente-coronel Silva Ferreira explicou que este dispositivo segue «algumas regras» que o distinguem de «outros usados anteriormente e que foram considerados mais polémicos».

Desde logo é colocado um aviso à entrada da operação para que o condutor se aperceba de que as «lagartas» estão montadas à saída da área de serviço. Mais adiante, um conjunto de militares, «devidamente formados» para operar com este dispositivo, só o ativa «à ordem do comandante de operação», entrando em ação, a partir daí, «uma equipa específica que procede ao seguimento da viatura».

«O furo que as 'lagartas' provocam é um furo lento que vai resultar no esvaziamento do pneu e, em segurança, a viatura é imobilizada. A principal diferença [face a dispositivos anteriormente usados] está no furo lento, enquanto que nas situações anteriores podia-se provocar o rebentamento do pneumático, existindo o risco de acidente», explicou o responsável da GNR.

Nesta área de serviço, um dos condutores alvo da operação, Guilherme da Silva Torres, gerente de empresa de transportes, contou que lhe foram pedidos os documentos do carro, acrescentando que possui o veículo há sete anos e «esta foi a primeira vez» que foi mandado parar. O condutor disse «não ter conhecimento» de qualquer situação de insegurança nesta zona, mas aplaudiu a iniciativa da GNR.

Já junto ao tabuleiro inferior da Ponte D. Luíz I, do lado de Gaia, a PSP efetuou, até cerca das 04:00, uma operação stop de fiscalização de veículos e, em simultâneo, decorria uma fiscalização a estabelecimentos de diversão noturna.

Num balanço provisório da operação, o subintendente, Daniel Magalhães, da área operacional do Comando Metropolitano da PSP do Porto, descreveu que tinham sido já «levantados vários autos de contra-ordenação no âmbito da segurança privada» e «efetuadas algumas detenções no âmbito contra-ordenacional de trânsito».

«Acima de tudo, os objetivos principais passam por aumentar o sentimento de segurança dos cidadãos de Vila Nova de Gaia. A polícia tem um papel ativo. Estamos presentes e procuramos providenciar segurança aos cidadãos», referiu o responsável da PSP.

À condutora Balbina Leite, conforme descreveu esta auxiliar, foi pedido que apresentasse os seus documentos pessoais e do carro em que seguia no sentido Gaia-Porto.