Mais de 60 fuzileiros vão até quinta-feira realizar ações de dissuasão e prevenção contra incêndios em Portugal continental no âmbito do apoio à Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), de acordo com a Marinha Portuguesa.

A Marinha informa, no site oficial, que a ação dos militares da Marinha teve início às 08:00 de domingo nos distritos de Portalegre, Setúbal e Faro e termina às 20:00 de quinta-feira.

No âmbito do apoio da Marinha à Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), para a realização de ações de patrulhamento dissuasor e preventivo contra os incêndios, encontram-se empenhados fuzileiros nos distritos de Portalegre, Setúbal e Faro num total de 13 patrulhas”, é indicado.

Das 13 patrulhas, oito estão no distrito de Faro, três em Setúbal e duas em Portalegre.

De acordo com a Marinha, as patrulhas foram solicitadas pela ANPC através do Estado-Maior-General das Forças Armadas e envolvem até ao momento 61 fuzileiros e 17 viaturas.

Em Portalegre em especial, os fuzileiros têm atuado junto da população em ações de dissuasão e prevenção contra incêndios, não havendo no entanto a registar nenhuma ocorrência”, refere a Marinha.

No domingo, o Exército também tinha anunciado que os militares iriam efetuar até quinta-feira 71 patrulhas de vigilância e dissuasão em 87 concelhos de 15 distritos do território continental.

Em comunicado, o Exército refere que as patrulhas correspondem a uma “solicitação efetuada pela Proteção Civil”, e vão envolver, “diariamente, 284 militares de 25 unidades do Exército”.

Os militares têm apoiado no combate aos incêndios, assim como em ações de proteção das populações.

No passado dia 16, cerca de 380 militares do Exército e 60 viaturas participaram em operações de vigilância, rescaldo e evacuação de locais afetados pelos incêndios, em dez concelhos do território continental.

As centenas de incêndios que deflagraram no dia 15, o pior dia de fogos do ano segundo as autoridades, provocaram 44 mortos e cerca de 70 feridos, mais de uma dezena dos quais graves.

Esta é a segunda situação mais grave de incêndios com mortos em Portugal, depois de Pedrógão Grande, em junho deste ano, em que um fogo alastrou a outros municípios e provocou, segundo a contabilização oficial, 64 mortos e mais de 250 feridos. Registou-se ainda a morte de uma mulher que foi atropelada quando fugia deste fogo.