O Ministério Público (MP) acusou 31 pessoas por furtarem, por todo o país e durante cinco anos, mais de 130 cartões e cadernetas de acesso a caixas multibanco para, depois, levantarem o dinheiro das contas bancárias dos titulares.

“O grupo era essencialmente composto por várias famílias de cariz patriarcal, hierarquizado e com divisão definida de tarefas, cujo campo de ação se estendeu por vários países da Europa, vivendo exclusivamente dos proventos obtidos com a prática dos factos ilícitos”, frisou hoje a Procuradoria-Geral Distrital (PGD) do Porto, na sua página oficial.

Os alegados assaltantes obtinham o código dos cartões ou cadernetas de acesso a caixas multibanco, que depois furtavam, colocando-se atrás dos seus utilizadores, na sua maioria idosos, explicou.

Posteriormente, os arguidos levantavam “todo o dinheiro possível” das contas dos titulares e pagavam compras, acrescentou a procuradoria.

No total, os suspeitos conseguiram mais de 200 mil euros, salientou.

A PGD do Porto avançou que os crimes realizaram-se de janeiro de 2009 a abril de 2013, tendo-se iniciado na zona de Lisboa e, depois, estenderam-se “paulatinamente” a todo o país.

Os 31 arguidos, de nacionalidade estrangeira, estão acusados de um crime de associação criminosa, sete crimes de roubo e de burla informática qualificada, 134 crimes de burla informática e 137 crimes de furto qualificado.

Destes 31 arguidos, 21 deles estão em prisão preventiva – medida de coação mais gravosa.