O romance “As primeiras coisas”, de Bruno Vieira Amaral, é o vencedor do Prémio José Saramago, foi hoje anunciado na Casa dos Bicos, em Lisboa.

O galardão, instituído pela Fundação Círculo de Leitores, distingue autores com menos de 35 anos, com obra editada em Língua Portuguesa, no último biénio, e tem o valor pecuniário de 25.000 euros.

A obra, já distinguida com os prémios Fernando Namora/Estoril Sol e P.E.N./Narrativa, marca a estreia literária de Bruno Vieira Amaral.

Fizeram parte do júri, que foi presidido pela editora Guilhermina Gomes, a poetisa Ana Paula Tavares, os escritores Nelida Piñon e António Mega Ferreira e a presidente da Fundação José Saramago, Pilar del Río, entre outros.
 
Segundo a editora Quetzal, que publicou a obra em 2013, este “é um mosaico de personagens marginais, inesperadas, carregadas de histórias que se ligam entre si: podíamos conhecê-los a todos, não morariam muito longe de uma grande cidade”.

“A Humanidade inteira arde no Bairro Amélia, um lugar perdido na margem sul do Tejo, onde a História é reconstruída por personagens que raramente aparecem na nossa literatura. Memórias, embustes, traições, homicídios, sermões de pastores evangélicos, crónicas de futebol, gastronomia, um inventário de sons, uma viagem de autocarro, as manhãs de domingo, meteorologia, o Apocalipse, a Grande Pintura de 1990, o inferno, os pretos, os ciganos, os brancos das barracas, os retornados”, prossegue a Quetzal em comunicado.

Bruno Vieira Amaral nasceu em 1978, é licenciado em História Moderna e Contemporânea pelo ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa. Crítico literário, tradutor, Bruno Amaral é autor do “Guia para 50 personagens da ficção portuguesa” e do blogue Circo da Lama.

Colaborou no DN Jovem, na revista Atlântico e no jornal i, e, atualmente, colabora com a revista Ler e trabalha no grupo editorial Bertrand Círculo.