A investigadora Mónica Bettencourt Dias vai dirigir nos próximos cinco anos o Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), onde trabalha, sendo a primeira mulher a assumir o cargo, anunciou esta quinta-feira a Fundação Calouste Gulbenkian.

Mónica Bettencourt Dias, que lidera o laboratório de Regulação do Ciclo Celular, vai substituir o biólogo britânico Jonathan Howard, que termina o seu mandato de cinco anos em 2017.

A cientista, de 44 anos, irá assumir funções em data a anunciar, informou à Lusa a Fundação Calouste Gulbenkian, que criou o IGC.

Em comunicado, a fundação refere que a nomeação, por parte do conselho de administração, resultou de um processo de consulta internacional "conduzido por uma comissão independente constituída por investigadores de elevada reputação".

Mónica Bettencourt Dias é investigadora-principal do IGC desde 2006.

A sua equipa descobriu, em 2016, numa experiência com a mosca-da-fruta, o mecanismo numa estrutura das células que está na origem da infertilidade feminina.

A investigadora é doutorada em Bioquímica e Biologia Molecular pelo University College de Londres, no Reino Unido, sendo membro da Organização Europeia de Biologia Molecular.

O Instituto Gulbenkian de Ciência é uma unidade de investigação dedicada à biomedicina.