O presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) disse que o balanço dos 23 dias de greve parcial foi «muito positivo», tendo o índice de adesão sido superior a 80%, na maioria das comarcas portuguesas.

Fernando Jorge falava à agência Lusa, a propósito da greve parcial dos funcionários judiciais, de um dia em cada uma das 23 comarcas portuguesas, que teve início a 1 de outubro, nos Açores, e terminou esta sexta-feira, em Viseu.

O balanço é «muito positivo porque, efetivamente, em praticamente todas as comarcas - tirando uma ou duas, em que a adesão se situou na ordem dos 50/60% -, todas tiveram índices superiores a 80%, nalguns casos mesmo muito perto dos 90% e dos 100%», frisou Fernando Jorge.

Segundo o dirigente sindical, houve vários tribunais encerrados.

Foi o que se verificou «hoje no Tribunal de Viseu, com uma adesão de 100%, há dois dias em Viana do Castelo», assim como «em Bragança, enfim… em todo o país», indicou Fernando Jorge.

Segundo o presidente do SFJ, em todo o país houve «uma manifestação inequívoca do descontentamento, do desagrado e da vontade que os funcionários judiciais têm de resolver estas questões».

A greve visava protestar contra a «desconsideração de que os funcionários judiciais foram alvo na nova organização judiciária», segundo o sindicato.

A paralisação por comarca teve início depois de um dia de greve nacional, a 26 de setembro.

Entre as exigências dos funcionários contam-se a necessidade de admissão de mais trabalhadores para os tribunais assim como uma resolução para as questões relacionadas com as aposentações e o acesso às categorias de chefia.

Para Fernando Jorge, a «bola está agora do lado do Ministério da Justiça», uma vez que os funcionários judicias mostraram que «têm razão» e que «querem ver resolvidos os problemas existentes na justiça».

Existem atualmente em Portugal cerca de 6.500 funcionários judiciais.