Um guarda prisional foi condenado esta sexta-feira pelo Tribunal do Funchal a uma pena de dois anos e um mês de prisão pelos crimes de introdução em propriedade vedada ao público e incêndio de uma viatura.

Fonte ligada ao processo disse à agência Lusa que «a juíza suspendeu a pena [de prisão] na condição do pagamento de uma indemnização na ordem dos 8.800 euros».

Segundo a mesma fonte, o «tribunal deu como provados os factos constantes da acusação que apontavam que o arguido, de 40 anos, na madrugada de 04 de fevereiro de 2012 se tinha introduzido na residência do irmão do vereador da Câmara Municipal do Funchal Gil Canha».

O Ministério Público sustentou que «o guarda prisional, Nelson Gameiro, fez deflagrar um incêndio numa viatura naquela residência na freguesia de Santo António, no Funchal, utilizando álcool metílico, o que provocou danos materiais avaliados em cerca de 3.800 euros».

O arguido foi condenado a dois meses pelo crime de introdução em propriedade vedada ao público e em dois anos pelo de incêndio, tendo a juíza Joana Dias aplicado, em cúmulo jurídico, uma pena de dois anos e um mês, bem como a uma indemnização por danos morais de 5.000 euros.

O tribunal considerou relevante para o apuramento dos factos o arguido ter-se «esquecido de uma garrafa com as impressões digitais junto do automóvel incendiado, bem como ser residente em Santa Cruz e haver registos de chamadas telefónicas efetuadas às 03:00 da madrugada desde a freguesia de Santo António».