A Unidade de Controlo Costeiro (UCC) da GNR detetou este ano 5.180 imigrantes irregulares e resgatou 1.265, no mar Egeu, na fronteira marítima entre a Grécia e a Turquia, disse esta sexta-feira, em Lisboa, o comandante desta unidade.

Dos 5.180 imigrantes detetados, 3.067 foram encontrados na operação da Frontex, a Agência Europeia de Gestão de Cooperação Operacional nas Fronteiras Externas dos Estados-membros da União Europeia, realizada na Grécia, de 1 de junho a 31 de agosto, acrescentou o major-general José Nunes da Fonseca, comandante da UCC.

Os restantes imigrantes ilegais foram detetados na fronteira da Bulgária com a Turquia, disse à Lusa o responsável das Relações Públicas da UCC da Guarda Nacional Republicana (GNR).

José Nunes da Fonseca, que falava na cerimónia comemorativa do 7.º aniversário desta unidade, realizada hoje, em Lisboa, acrescentou que, este ano, a UCC já cumpriu quatro missões em outros tantos países europeus - Bulgária, Hungria, Espanha e Grécia.

Segundo o major-general, verificou-se um aumento na ordem dos 7% de patrulhamentos, de 33% nos autos de vária natureza e de 41% do pescado apreendido, por fuga à lota ou pesca ilegal.

O pescado apreendido perfaz um montante de cerda de 2,1 milhões de euros, referiu.

Na área do narcotráfico e em operações realizadas de forma autónoma, a UCC apreendeu mais de 2.742 quilogramas de haxixe, três embarcações e uma viatura, e deteve seis pessoas.

Operações realizadas com a Polícia Judiciária e a Guardia Civil de Espanha resultaram na apreensão de perto de 8.320 quilogramas de haxixe e de uma embarcação, e na detenção de quatro pessoas, referiu.

Neste ano, a Unidade monitorizou ainda 108.500 embarcações, através do Sistema Integrado de Vigilância, Comando e Controlo (SIVICC), que em dezembro perfaz dois anos de entrada em funcionamento.

A cerimónia de aniversário da UCC, realizada hoje em Lisboa, foi presidida pela ministra da Administração Interna, Anabela Rodrigues, naquela que é - disse - uma das suas últimas cerimónias enquanto tutelar da pasta.

Na ocasião, elogiou o trabalho da UCC da GNR e sublinhou a “enorme relevância” do SIVICC para a continuidade operacional na vigilância, patrulhamento e intersecção de ameaças, nomeadamente das provenientes do mar em direção ao território nacional.

“Ao ser compatível com o sistema congénere da nossa vizinha Espanha, o SIVICC torna-se uma peça essencial na proteção do espaço europeu e mostra bem como Portugal assume, na plenitude, o papel nas soluções de segurança da EU.”


Sublinhou ainda a importância desta Unidade da GNR, considerando-a de “fundamental importância” para responder aos atuais desafios da segurança, porque, "ao vigiar, patrulhar e intersetar, por via terrestre ou marítima, toda a costa e mar territorial do continente e das regiões autónomas, não estamos apenas a garantir a segurança nacional”, mas a prevenir ameaças que, "se não forem devidamente combatidas em Portugal, serão também problema para os parceiros europeus”.