O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) disse, esta quinta-feira, seguir «à risca» as instruções da Direção-Geral de Saúde sobre o vírus Ébola, tendo dado formação a «todos os funcionários» dos principais postos de fronteira, nomeadamente dos aeroportos.

«O SEF segue ‘à risca’ as instruções da DGS e temos um estreitar de relações muito próximo, que culminou com a formação de todos os funcionários do SEF nos aeroportos, no sentido de serem esclarecidos sobre como é que esta doença se propaga», esclareceu o diretor nacional da entidade, Manuel Palos.

Questionado pela agência Lusa, à margem da inauguração das novas instalações do SEF em Évora, o responsável reagia a declarações feitas, na quarta-feira, à TSF, pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores do SEF, Acácio Pereira.

O sindicalista da estrutura representativa dos inspetores do SEF alertou que as medidas sobre o Ébola tomadas nos aeroportos «não passaram de alguma informação».

Acácio Pereira reclamou equipamento especializado para os funcionários dos aeroportos, assim como «acompanhamento permanente de todos os funcionários e voos de forma mais cuidada» e com «medidas de proximidade».

Confrontado hoje pela Lusa, o diretor do SEF frisou não haver «qualquer falta desse nível» no serviço, até porque «o surto do Ébola» tem vindo a ser acompanhado «desde o início».

Exemplo dessa «preocupação», segundo Manuel Palos, foi a formação já ministrada pela DGS a «todos os funcionários do SEF que exercem funções nos principais postos de fronteira do país, nomeadamente nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro».