Actualizado às 20:12

O escocês Charles Smith voltou, esta quarta-feira, à Polícia Judiciária (PJ) de Setúbal para ser ouvido pela segunda vez, no espaço de uma semana, no âmbito do processo de alegada corrupção no licenciamento do outlet Freeport em Alcochete.

De acordo com a Agência Lusa, Charles Smith, acompanhado da advogada, Paula Lourenço, entrou nas instalações da polícia às 10:08. À chegada, a advogada, confrontada pelo facto de o seu constituinte ser ouvido pela segunda vez em poucos dias na PJ, disse tratar-se de uma situação «normal», explicando que «processos complexos têm interrogatórios longos».

Interrompido para almoço

A audição foi interrompida para almoço. Questionado à saída das instalações da PJ, pouco antes das 13:00, Charles Smith disse não estar cansado.

O empresário escocês acabou por sair das instalações da PJ às 19:25. A advogada do empresário, Paula Lourenço, limitou-se a dizer aos jornalistas à saída que o interrogatório «correu bem» e que se tratou de uma inquirição normal no âmbito de um processo complexo, tal como já tinha afirmado sexta-feira passada, quando Charles Smith foi ouvido nas mesmas instalações.

Nesse dia, a advogada Paula Lourenço disse que foi «um interrogatório que decorreu com toda a normalidade» e que se tratou de «uma diligência normal que ocorre nos processos de investigação».

Ida ao DCIAP

Charles Smith já tinha sido interrogado em duas ocasiões na semana anterior no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), em Lisboa, pelos dois procuradores encarregados do caso e por inspectores da PJ de Setúbal.

Charles Smith é um dos dois arguidos do caso Freeport, processo relativo ao espaço comercial Freeport de Alcochete, relacionado com alegadas suspeitas de corrupção na alteração à Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo (ZPET) decidida três dias antes das eleições legislativas de 2002, através de um decreto-lei, quando era ministro do Ambiente José Sócrates, actual primeiro-ministro.