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Freeport: MP diz que diligências foram as «consideradas necessárias»

DCIAP adianta apenas que «a investigação prossegue, mantendo-se o processo em segredo de justiça»

Por: Redacção / HB  |  22- 1- 2009  20: 38

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Freeport (arquivo)

O Ministério Público (MP) esclareceu que as diligências hoje realizadas no âmbito do caso Freeport «se inserem na investigação em curso e são aquelas que foram consideradas necessárias pelos magistrados do MP a quem o inquérito está confiado», noticia a Lusa.

Uma nota do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) salienta que «a investigação prossegue, mantendo-se o processo em segredo de justiça, pelo que não é possível prestar mais informações, para além dos esclarecimentos anteriormente dados».

A edição online do semanário «Sol» avançou esta quinta-feira que o escritório de advogados Vieira de Almeida & Associados, a casa e as empresas de Júlio Coelho Monteiro, empresário e tio materno de José Sócrates, e o atelier de arquitectos Capinha Lopes foram hoje alvo de buscas, no âmbito do «caso Freeport».

O processo relativo ao espaço comercial do Freeport de Alcochete está relacionado com suspeitas de corrupção na alteração à Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo (ZPET) decidida três dias antes das eleições legislativas de 2002 através de um decreto-lei.

O caso tornou-se público em Fevereiro de 2005, quando uma notícia do jornal O Independente, a escassos dias das eleições legislativas, divulgou um documento da Polícia Judiciária que mencionava José Sócrates, então líder da oposição, como um dos suspeitos, por alegadamente ter sido um dos subscritores daquele decreto-lei quando era ministro do Ambiente.

Posteriormente, a PJ e a Procuradoria-Geral da República (PGR) negaram qualquer envolvimento do então candidato a primeiro-ministro no caso Freeport.

Em Setembro passado, o processo do Freeport passou do Tribunal do Montijo para o Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), liderado pela procuradora-geral adjunta Cândida Almeida.

Já este ano, a 10 e 17 de Janeiro, o Ministério Público (MP) emitiu comunicados onde esclarecia que, até àquele momento, não havia indícios do envolvimento de qualquer ministro português, do actual governo ou de anteriores, em eventuais crimes de corrupção relacionados como o caso.

O primeiro-ministro, José Sócrates, disse hoje esperar que as autoridades judiciais «façam rapidamente o seu trabalho» relativamente ao caso Freeport, recordando que ele surgiu na campanha eleitoral de 2005 e «volta agora quando vão novamente ser disputadas eleições».

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