Por: Redacção / CP | 3- 2- 2009 22: 4
Uma proposta do advogado e vogal do Conselho Superior do Ministério Público João Correia sobre a investigação no caso Freeport
originou «ampla discussão», mas não foi votada, sendo a questão retomada segunda-feira, revelou à Lusa fonte do CSMP.
A
mesma fonte referiu que João Correia apresentou uma proposta no sentido de ser nomeado um membro do CSMP com «o objectivo
de verificar se a Polícia Judiciária e o Ministério Público realizaram as diligências de investigação que se impunham no caso
Freeport».
Com esta iniciativa, aquele membro do Conselho Superior do Ministério Público pretenderia ainda, de acordo
com a fonte, «desvanecer ou não» dúvidas sobre se «podia haver um timing político» na investigação.
Relatou ainda
que a proposta «deu origem a ampla discussão», mas «não se deliberou» sobre o que «fazer para já», tendo o assunto sido adiado.
João Correia «dispôs-se a reformular a proposta», de maneira a que esta tenha um «efeito positivo» e «não perturbe a investigação»,
já que poderia transformar-se num «embaraço» por «imiscuir-se» no inquérito em curso.
«Perverso» avançar com uma
«investigação à investigação»
Essa foi, de resto, uma das preocupações expressas na sessão plenária do CSMP,
que à tarde foi presidida pelo procurador-geral da República, Pinto Monteiro.
Houve, além disso, segundo a fonte,
«consenso» no sentido de o CSMP «não ignorar por completo» a proposta de João Correia, mas que poderia ser «perverso» avançar
com uma espécie de «investigação à (própria) investigação».
A fonte não exclui a possibilidade de a proposta reformulada
de João Correia poder contemplar que seja feito, por um inspector do Ministério Público, «um apanhado das diligências» efectuadas
no âmbito do caso Freeport.
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