A Polícia Judiciária deteve nove empresários, com idades compreendidas entre 30 e 60 anos, indiciados da prática continuada de crimes de associação criminosa, fraude fiscal e branqueamento de capitais.

Os detidos pertenciam a dois grupos de pessoas do setor da compra e venda de metais preciosos, que faziam transações comerciais sem as declararem ao Fisco ou falseando-as, lesando o Estado «em dezenas de milhões de euros, em sede de IRC e IVA».

As detenções, em cumprimento de mandado judicial, realizaram-se no âmbito de investigações desenvolvidas pela Diretoria do Norte da PJ, em dois inquéritos dirigidos pelo Ministério Público, e a correr termos no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP).

«Até ao momento, só em sede de IRC e IVA, relativos ao período em investigação, estima-se uma fraude superior a 22 milhões de euros num caso, ascendendo, no outro, a 8 milhões de euros imputadas aos dois grupos investigados, cujas vantagens patrimoniais foram ocultadas ou aplicadas em operações de compra de património em nome de terceiros», refere nota da PJ.

A operação a nível nacional da PJ, realizada esta terça-feira, constou de 131 buscas e permitiu ainda a detenção de dois outros suspeitos em flagrante delito, por posse de arma de fogo ilegal.

Foram identificadas, localizadas e apreendidas 31 viaturas automóveis de topo de gama, 22 imóveis e diversos ativos financeiros (contas bancárias e outros instrumentos financeiros) de valor superior a quatro milhões de euros, além de mais de 100 mil euros em dinheiro, 20 quilos de ouro, três armas de fogo e diversa documentação.