O Tribunal Central de Instrução Criminal determinou esta quinta-feira a prisão preventiva a um médico, um dos quatro profissionais de saúde e de farmácias detidos na quarta-feira por burla ao Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Depois do primeiro interrogatório, o juiz de instrução decidiu aplicar a um dos dois médicos detidos a medida de coação mais grave, enquanto ao outro médico, ao delegado de propaganda médica e à proprietária de farmácia foi imposta a apresentação periódica às autoridades.

Estes três últimos arguidos estão também proibidos de viajar para o estrangeiro, além da proibição de contactos entre acusados.

Os quatro suspeitos de fraudes ao SNS foram detidos pela Polícia Judiciária, através da Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC), no âmbito de um inquérito dirigido pelo Ministério Público.

O inquérito do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) está relacionado com alegadas burlas SNS e os dois médicos, um delegado de informação médica e uma proprietária de farmácia foram detidos nas zonas de Lisboa e de Trás-os-Montes, por crimes de falsificação de receituário médico, burla ao Estado, corrupção e associação criminosa.

A investigação realizou-se em colaboração com o Ministério da Saúde, com nove buscas domiciliárias, em que se apreendeu diverso material relacionado com a prática da atividade criminosa.