A fragata da Marinha portuguesa D. Francisco de Almeida resgatou na terça-feira, ao largo da ilha de Lampedusa, em Itália, mais 54 migrantes, entregues hoje às autoridades italianas, informou o Estado-Maior das Forças Armadas (EMGFA).

Com este resgate, eleva-se para 320 o número de migrantes resgatados desde o início da missão da fragata, ao serviço da Frontex, a agência europeia de fronteiras, em quatro missões de salvamento em alto mar.

Todas as pessoas receberam primeiros socorros, não há registo de feridos graves, foram distribuídas refeições quentes e os "migrantes foram entregues na manhã de hoje" às autoridades italianas, no porto de Messina, na Itália, segundo informação do EMGFA.

O barco em que viajavam encontrava-se sobrelotado e navegava em direção à ilha de Lampedusa, lê-se ainda no comunicado do Estado-Maior-General.

O navio português já efetuou vários salvamentos em alto mar, durante o mês de abril.

A Marinha portuguesa participa, até 05 de junho, na operação “Themis”, no Mediterrâneo Central, em apoio à Agência Europeia de Fronteiras e Guarda Costeira (FRONTEX).

O objetivo da operação “Themis”, que substitui a anterior, “Triton”, é apoiar a Frontex na redução do fluxo de migração irregular nas fronteiras externas da União Europeia e que tem como tarefa principal a busca e salvamento marítimo.

Segundo dados da agência europeia Frontex, nesta área do Mediterrâneo, já foram resgatados do mar este ano mais de 9.700 migrantes em perigo, ao tentarem atravessar a Europa a partir da costa Norte de África.

Na última semana, no mediterrâneo central, foram intercetados 297 migrantes provenientes do Iraque (80), Afeganistão (56), Bangladesh (54), Tunísia (43), Eritreia (30), Paquistão (26) e Irão (8).

A Marinha Portuguesa participa há vários anos neste tipo de missão da Frontex, de controlo exterior de fronteiras da Europa.