Por: Redacção | 27- 1- 2012 13: 25
A Quercus defende uma investigação do Ministério Público à derrocada nas obras da Barragem de Foz Tua que, na quinta-feira,
provocou a morte a três operários. A associação ambiental considera que existem razões para ser aberto um processo-crime.
João
Branco, dirigente da associação em Vila Real, disse à agência Lusa que o acidente veio reforçar as preocupações relativamente
a este empreendimento, a cuja construção a Quercus se opõe desde o início por razões ambientais e pela destruição da linha
ferroviária do Tua.
«Acho que não se pode descartar a negligência criminosa. Houve três mortes e o Ministério Público
devia investigar a ocorrência destas mortes para que a culpa não morra solteira, disse João Branco.
Associando o trabalho
das máquinas no local onde está a ser construído o paredão da barragem e as explosões a trepidações que poderão ter afectado
as paredes escarpadas, o responsável da Quercus frisa que «as coisas não caem sozinhas, nem havia condições para isso» e que
«não houve nenhuma grande chuvada, nenhum acontecimento natural que justificasse o aluimento.
João Branco considera
que não foram acauteladas as condições de segurança no trabalho, pelo que concluiu que os planos de segurança implementados
»não foram suficientes» apontando ainda para um vídeo que circula na Internet e que mostra imagens aéreas do local do acidente,
recolhidas uma semana antes, onde já se podem ver «algumas pequenas derrocadas de pedras».
O administrador da EDP
Produção, António Ferreira da Costa, adiantou na quinta-feira que, numa avaliação preliminar, tudo aponta para que se tenha
tratado de um «aluimento natural» de terras e rochas que atingiram os três trabalhadores que iam a passar e seguiam para o
seu posto de trabalho acrescentando que se tratou de um aluimento, «muito similar a aluimentos que já anteriormente se verificaram
naquela margem do Tua».
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