
O chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) defendeu esta terça-feira uma reestruturação do Estado-Maior General (EMGFA), que deverá passar pela redução de efetivos e fusão de serviços e obriga a uma revisão da lei orgânica.
«Está identificado que no EMGFA se pode fazer melhor e se pode fazer melhor emagrecendo», afirmou o general Luís Araújo.
O comandante operacional das Forças Armadas disse, por exemplo, querer transferir as competências do Comando Operacional dos Açores e da Madeira para o Comandante Operacional Conjunto ou reduzir o número de generais na estrutura diretiva do Instituto de Estudos Superiores Militares.
«Não querendo estar a fulanizar dou-vos um exemplo: a Direção-Geral de Política de Defesa (na dependência do Ministério) tem muita coisa que é redundante com a Divisão de Planeamento Estratégico Militar (do EMGFA). Onde começa uma e acaba a outra, isso tem de ser muito bem definido, mas há coisas que podem aí ser racionalizadas, no meu entendimento», acrescenta a Lusa.
Também o Estado-Maior Conjunto, criado com a Lei Orgânica de Bases da Organização das Forças Armadas (LOBOFA) de 2009, «é para acabar».