O chefe de Estado Maior General das Forças Armadas lamentou, esta quinta-feira, a morte de um homem na ilha de S. Jorge enquanto aguardava ser transferido, manifestando a certeza de que a Força Aérea «fez tudo» para responder à situação.

«Em primeiro lugar lamentar a perda de uma vida humana, porque isso é sempre confrangedor se por ventura seria possível evitar essa morte. Em segundo, dizer que tenho a certeza que a Força Aérea fez tudo, como sempre fez e continuará a fazer para dar resposta às situações», afirmou aos jornalistas o general Artur Pina Monteiro, após uma audiência com o presidente do Governo dos Açores.

Pela primeira vez no arquipélago após ter tomado posse, o chefe de Estado Maior General das Forças Armadas explicou que a visita «já estava prevista há bastante tempo» e nada teve a ver com o incidente ocorrido no passado sábado, na ilha de S. Jorge, em que morreu um homem enquanto aguardava por transporte.

Para o General Artur Pina Monteiro, os meios existentes nos Açores «são suficientes para dar resposta» às necessidades que surgem.

Atualmente a Força Aérea conta em permanência no arquipélago com um avião C295, dois helicópteros e uma tripulação completa, meios que estão estacionados na Base das Lajes, na ilha Terceira.

«Seria desejável [ter duas tripulações], mas conjunturalmente isso não é possível», disse o general, acrescentando que as Forças Armadas «estão sempre empenhadas em dar o seu melhor e colocarem ao serviço da região todos os seus meios consoante forem necessários».

No final da audiência no Palácio de Santana, em Ponta Delgada, o presidente do Governo Regional esclareceu que o seu Executivo «não tem a mínima dúvida quanto ao empenho, profissionalismo e dedicação que os militares das Forças Armadas empregam nas suas missões» no arquipélago, mas vincou haver lacunas a corrigir «o mais rapidamente possível».

«No caso da Força Aérea nós entendemos que a solução ideal é a solução que vigorou até dezembro de 2013, em que existiam duas tripulações completas para os dois helicópteros que estão estacionados na Base das Lajes», afirmou Vasco Cordeiro.

Segundo Vasco Cordeiro o Ministério da Defesa Nacional tem «conhecimento formal e informal» destas «questões importantes».

«Formalmente, porque acompanham e informalmente porque dentro da estrutura de decisão política do Ministério da Defesa há titulares que conhecem perfeitamente essa realidade», disse o chefe do Governo dos Açores, referindo-se à secretária de Estado da Defesa, a açoriana Berta Cabral, sem a nomear.

Vasco Cordeiro adiantou ainda que no caso da Marinha «está em fase de concretização» a vinda de novos equipamentos para os Açores.