A comissão parlamentar de Defesa Nacional aguarda os resultados do inquérito ao acidente sofrido segunda-feira por um C-130H da Força Aérea Portuguesa para saber a causa e as circunstâncias do desastre, lamentando o "gravíssimo acidente".

O presidente da comissão, Marco António Costa, disse que irá transmitir junto do ministro da Defesa e das chefias militares que os deputados "fazem questão de saber o que causou o incidente, se foi falha técnica e qual a natureza, se foi falha humana e qual a natureza".

O tema foi suscitado na reunião desta quinta-feira pelo deputado do PS João Soares, que observou que a frota portuguesa de C-130 é uma "frota profundamente envelhecida" e frisou que é preciso saber o que se passou até por "uma questão de prevenção em relação ao futuro".

Lamentando o "gravíssimo acidente", o deputado do PCP Jorge Machado considerou "prudente" fazer chegar à Força Aérea Portuguesa a vontade da comissão de Defesa de receber os resultados do inquérito que foi aberto de imediato pela Comissão de Investigação da FAP.

O acidente é demasiado grave para que não se perceba a totalidade do que se passou para que não volte a acontecer", considerou.

Pelo PS, o deputado José Miguel Medeiros manifestou confiança no profissionalismo das Forças Armadas e considerou que "haverá o momento e tempo" para a comissão ter acesso ao relatório do inquérito.

Também o deputado Bruno Vitorino, do PSD, advertiu contra qualquer especulação sobre as causas do acidente, considerando que a comissão deve aguardar as conclusões do inquérito.

No início da reunião, a comissão apresentou um voto de pesar pelo acidente, na Base Aérea nº6, Montijo, que provocou três mortos e quatro feridos, e que será votado na próxima sessão plenária.