As refeições não consumidas na escola vão beneficiar alunos carenciados do 1º ciclo, em Arganil, no âmbito de um projeto-piloto de combate ao desperdício alimentar.

 

O autarca Ricardo Alves disse à agência Lusa que, ao longo deste ano letivo, seis crianças de famílias do concelho com dificuldades económicas “levarão para casa termos com comida” que tenha sobrado do almoço no refeitório escolar.

 

Apresentado no Dia Mundial da Alimentação, 16 de outubro, na Escola Básica 1 de Arganil, o projeto «Alimentar Mais em Arganil» já está a beneficiar quatro dos seis alunos selecionados, contribuindo também para combater o desperdício alimentar.

 

«As crianças apoiadas serão aquelas que se encontram inseridas em agregados familiares mais carenciados», o que, segundo uma nota divulgada pela Câmara de Arganil, acontece «num contexto social particularmente difícil».

 

Coordenado pela Associação Passo a Passo, o projeto resulta de uma parceria que envolve também a Câmara Municipal, o Agrupamento de Escolas de Arganil e o Agrupamento de Centros de Saúde do Pinhal Interior Norte, com apoio da Fundação Montepio.

 

«Este projeto apresenta-se como uma mais-valia para a comunidade local, que desta forma se mobiliza para alimentar quem mais precisa», adianta a nota.

 

A iniciativa integra-se nos objetivos do Ano Europeu Contra o Desperdício Alimentar, que está a ser comemorado por decisão do Parlamento Europeu.

 

A produção anual de resíduos alimentares na União Europeia rondava os 89 milhões de toneladas, segundo um estudo publicado pela Comissão Europeia, antes da adesão da Croácia à comunidade, em 2013, e poderá atingir os 126 milhões de toneladas, em 2020, caso não sejam tomadas medidas preventivas.

 

Em Portugal, um milhão de toneladas de alimentos por ano, 17% do que é produzido, vai para o lixo, de acordo com dados estatísticos oficiais de 2012.