Três mortos, mais de mil pessoas obrigadas a abandonar as suas casas, dezenas de habitações destruídas e milhares de hectares de floresta devastada nas últimas horas. Os incêndios não têm dado tréguas aos bombeiros.

Cerca de 2.400 operacionais estão, ao início da madrugada desta quinta-feira, mobilizados para combater os incêndios na ilha da Madeira e os 13 fogos florestais mais significativos em curso no continente, alguns deles resultantes de reacendimentos.

Da lista das 13 “ocorrências importantes” apontadas no site da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), às 00:30, o distrito de Aveiro destacava-se, por concentrar dois dos maiores fogos – em Águeda (336 elementos de forças de segurança e socorro e 101 viaturas) e Arouca (220 operacionais e 69 veículos).

O incêndio de Águeda deflagrou já na segunda-feira de madrugada e o de Arouca surgiu na tarde do mesmo dia.

No mesmo distrito, mais de 180 operacionais e quase 50 viaturas distribuem-se no combate às chamas no concelho de Albergaria-a-Velha (com início no final de tarde de terça-feira), no de Anadia (que surgiu na madrugada de quarta-feira) e no de Castelo de Paiva (com início na madrugada de quarta-feira).

No distrito de Leiria, no município de Castanheira de Pera, as operações - que arrancaram na noite de segunda-feira - mobilizam cerca de 330 elementos, apoiados por perto de uma centena de meios terrestres. Este é um dos casos onde foram já registados reacendimentos após o domínio das chamas.

No município de Viseu, sede de distrito, 245 elementos e 70 veículos estão mobilizados para um fogo que teve início da manhã de segunda-feira. Este é outro exemplo de uma situação que tinha já sido considerada controlada, mas foi reativada.

No distrito de Viana do Castelo, também muito afetado pelos incêndios há vários dias, há fogos nos concelhos de Arcos de Valdevez, Caminha e Viana do Castelo (dois). No total, 378 operacionais, com o apoio de 129 veículos, estavam no local às 00:20.

O fogo em Arcos de Valdevez deflagrou já na segunda-feira de madrugada e os de Viana do Castelo surgiram na terça-feira. Apenas o de Caminha teve início na quarta-feira.

No continente, são ainda considerados “importantes” (ou seja, com mais de três horas de duração ou mais de 15 meios de socorro) incêndios nos municípios de Vieira do Minho (distrito de Braga) e Montalegre (Aveiro). Juntas, estas operações envolvem 142 elementos e 46 veículos.

Na Madeira, segundo o último balanço do Governo regional, os focos ainda ativos localizam-se em três concelhos - Funchal (onde as chamas deflagraram na segunda-feira à tarde, na serra, mas chegaram depois a descer ao centro da cidade), Câmara de Lobos e Calheta.

O Governo Regional da Madeira confirmou que três pessoas morreram na sequência dos fogos e mais de 300 tiveram de ser assistidas em unidades de saúde. As chamas provocaram centenas de desalojados, dezenas de casas destruídas e avultados danos materiais. 

Largas dezenas de bombeiros da ilha acompanham estas e outras situações, com a ajuda de 150 elementos provenientes do continente e dos Açores.

Por todo o país, os bombeiros queixam-se dos ventos fortes e das altas temperaturas registadas, mesmo durante a noite, período em que os meios aéreos não operam.

O comandante operacional nacional da Proteção Civil, José Manuel Moura, alertou para a previsão do agravamento das condições meteorológicas nas próximas horas, entre as 23:00 e as 06:00, altura em que os ventos poderão atingir os 80 ou 90 Km/hora.

O Governo português já acionou formalmente o mecanismo europeu de proteção civil. A União Europeia mobilizou, através do mecanismo de proteção civil, um avião Canadair gerido por Itália, que se juntou a outros dois aviões mobilizados por Espanha.

A Polícia Judiciária já deteve várias pessoas suspeitas de terem ateado fogos florestais. Esta quarta-feira, há duas detenções comunicadas, de dois homens alegadamente autores de dois fogos, um em Fradelos, Vila Nova de Famalicão, e outro em Pampilhosa, no concelho de Mealhada.Esta quarta-feira, o concelho da Calheta foi afetado por vários focos de incêndios, sendo a freguesia do Estreito da Calheta a zona com maior concentração de bombeiros.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, visitou a Madeira nesta quarta-feira e o primeiro-ministro, António Costa, também irá para o Funchal, mas na quinta-feira.

A Câmara Municipal do Funchal criou uma conta solidária para apoiar as pessoas afetadas.

O diretor regional de Florestas da Madeira, Miguel Sequeira, afirmou que a área ardida é de “vários milhares de hectares”, alertando para o perigo de ocorrerem “deslizamentos de aluviões” devido à eliminação do coberto de vegetação das florestas.

Povoações em risco em Arouca

O presidente da Câmara de Arouca, José Artur Neves, disse esta noite que grande parte do concelho está a ser atingido pelas chamas, com exceção da parte mais próxima do litoral, afirmando que há várias povoações em risco.

O fogo, que começou às 14:35 de segunda-feira nas freguesias de Janarde e Covelo de Paivó, "está a galgar quilómetros num perímetro louco", contou, em declarações à agência Lusa.

O autarca falou num cenário "dantesco", adiantando que percorreu esta noite 150 quilómetros dentro do concelho e encontrou "tudo rodeado de chamas".

José Artur Neves indicou ainda que há "uma imensidão de povoações" que estão em risco, identificando algumas aldeias e lugares como Tebilhão, Cando, Cabreiros, Vilarinho, Mealha, Gamarão de Baixo e Gamarão de Cima.

Duas aldeias evacuadas na Póvoa de Lanhoso

Duas aldeias da freguesia de Sobradelo da Goma, em Póvoa de Lanhoso, foram evacuadas nesta quarta-feira, “por precaução”, face à aproximação de um incêndio que começou pelas 09:46 em Rossas, Vieira do Minho, informou o comandante operacional.

Vítor Azevedo disse à agência Lusa que em causa estão as aldeias de Carreiras e Cabanelas, cujos habitantes foram realojados em casas de familiares e num edifício camarário.

O incêndio propagou-se, entretanto, aos concelhos de Fafe e Póvoa de Lanhoso, estando a ser combatido por 75 operacionais, apoiados por 27 meios terrestres.

Vítor Azevedo disse que o fogo tinha, cerca das 22:00, uma frente ativa de grande extensão, mas “fraccionada”, estando o combate a ser dificultado pelo vento que se faz sentir.

Arouca: passadiços do Paiva evacuados

Em Janarde, concelho de Arouca, distrito de Aveiro, as chamas que consomem uma zona de mato e que deflagraram cerca das 14:35 de segunda-feira, estão a ser combatidas por 213 elementos, apoiados por 49 meios terrestres.

A Câmara Municipal de Arouca está a retirar os cerca de 1500 visitantes que esta tarde circulavam pelos passadiços do Paiva para prevenir eventuais complicações devido ao "risco moderado" de essa estrutura ser ameaçada pelo incêndio.

Em declarações à Lusa, o presidente da autarquia justifica a medida com o facto de o fogo "ter galgado a margem direita do rio Paivó e estar agora no lado esquerdo", mais próximo do passadiço.

"O risco é apenas moderado, mas decidimos retirar as pessoas por uma questão de máxima precaução", afirma José Artur Neves. "Os técnicos dos nossos serviços e as forças de segurança já não deixam entrar mais ninguém e estão a retirar as pessoas que estão no passadiço, que serão umas 1500 nesta altura", acrescenta.

Quanto aos visitantes retirados do passadiço do Paiva, cujo acesso implica reserva prévia e o pagamento de 1 euro por pessoa, o autarca adianta que "a Câmara dará oportunidade a todas essas pessoas de concretizarem o passeio noutra altura, sem quaisquer custos".

Também em Rossas, Arouca, houve uma reativação de um fogo que teve início no sábado, cerca das 19:00, “num povoamento misto”. Às 17:29, o fogo já estava em fase de resolução. No local estavam 68 bombeiros e 29 veículos a combater o incêndio com quatro frentes ativas.

Fogo em Castanheira de Pera lavra com intensidade

O incêndio que deflagrou na noite de segunda-feira no concelho de Castanheira de Pera continua hoje a lavrar com intensidade, mas apenas com uma frente, depois de ao princípio da noite ter progredido em três frentes.

Pelas 23:00 registava-se uma melhoria da situação, mas “o vento moderado a forte” que ali se faz sentir estava a complicar as operações de combate às chamas, disse à agência Lusa fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Leiria.

O incêndio, que lavra em povoamento florestal, estava, então, a ser combatido por perto de três centenas de operacionais, apoiados por 90 meios terrestres, adiantou a mesma fonte.

O fogo, que deflagrou na zona de Ameal, naquele município do norte do distrito de Leiria, chegou a estar controlado, mas reacendeu-se na tarde de terça-feira, ameaçando algumas habitações e obrigando à evacuação, por precaução, da praia das Rocas, na altura frequentada por várias centenas de pessoas.

A Polícia Judiciária anunciou a detenção, na manhã de terça-feira, de um homem, de 67 anos de idade, casado e reformado, por suspeita de ter ateado este fogo.

Mata Nacional do Bussaco causa preocupação

O incêndio florestal que lavra no concelho de Anadia, Aveiro, já atingiu o município vizinho da Mealhada, a sul, e pode pôr em perigo a Mata Nacional do Bussaco, cuja defesa é uma das preocupações dos bombeiros.

"O incêndio está a descer do Salgueiral em direção ao Trezói [já no concelho de Mortágua, distrito de Viseu] e uma das nossas preocupações é a defesa da Mata do Bussaco", disse à agência Lusa o 2.º comandante operacional distrital de Aveiro, Pinheiro Duarte, ao início da noite.

Também António Gravato, presidente da Fundação Mata do Bussaco (FMM), entidade que gere aquele espaço natural com mais de 100 hectares, manifestou-se "preocupado" com a progressão do incêndio, que pode atingir a serra do Bussaco e entrar na Mata "pelo mesmo caminho que fizeram as Invasões Francesas", ilustrou.

"O ex-líbris que é a Mata do Bussaco pode hoje ou dentro de poucas horas cair por terra e isso preocupa-nos", frisou.

No entanto, António Gravato destacou a "solidariedade muito grande" de todas as entidades envolvidas - bombeiros, municípios e particulares, entre outros - no combate às chamas, "primeiro para acorrer às pessoas e aos seus bens, mas sempre com o espetro da Mata do Bussaco em fundo".

A Mata dispõe de um Plano Especial de Intervenção Florestal, desenhado precisamente para fazer face a incêndios florestais, e as "ameaças previstas "estão a confirmar-se, infelizmente", notou.

O plano inclui a intervenção de duas equipas de funcionários da FMM, com dez homens e um tanque de mil litros de água, que, não sendo sapadores florestais, "estão treinados para desenvolver esse trabalho".

Fogo em Gondomar “controlado”

O incêndio que ao longo de quarta-feira lavrou no concelho de Gondomar está "controlado, apesar do receio de que o vento forte possa reacender alguns pontos de fogo", indicou esta noite o presidente da câmara, Marco Martins.

Ao longo de todo o dia lavrou em Gondomar o incêndio considerado mais preocupante do distrito do Porto, no qual está ativo desde as 00:15 de segunda-feira o Plano Distrital de Emergência (PDE).

Cerca das 21:20 este incêndio - que teve três focos com várias frentes ativas em Foz do Sousa, Jovim e Valbom, resultando de um reacendimento de um fogo anterior em S. Pedro da Cova - deixou de figurar na área de "ocorrências importantes" da página da Autoridade Nacional de Proteção Civil, mas no terreno os receios prendem-se com a intensidade do vento.

"A ocorrência deixou de ser considerada importante, mas o vento está a levantar imenso. Está controlado temporariamente porque o vento pode descontrolá-lo nas próximas horas", disse Marco Martins.

O autarca deu conta de uma reunião de emergência do Centro de Coordenação Operacional Municipal que junta presidentes de junta, representantes dos corpos de bombeiros e elementos da PSP e GNR, entre outras entidades.

Em Gondomar está a ser definida a atuação do posto de comando que nas próximas 48 horas vai procurar evitar "prováveis novas ignições".

"O grande problema é que tem acontecido isso [reacendimentos]. O que sucedeu hoje [quarta-feira] foi exatamente uma reativação do incêndio de S. Pedro da Cova", indicou o presidente da câmara.

Questionado sobre zonas que neste momento despertam mais preocupação, apontou Foz do Sousa e Jovim.

Na sequência desta situação, A câmara de Gondomar decidiu cancelar todas as licenças para fogo-de-artifício.

Estradas cortadas devido às chamas

Por causa dos incêndios, há várias estradas cortadas

A Autoestrada 43, Radial de Gondomar, já foi reaberta ao trânsito, mas as autoestradas 25 e 28, bem como o IP5 e duas estradas nacionais permanecem encerradas devido aos incêndios no norte do país, segundo a GNR. 

Planos de emergência em Aveiro, Mealhada e Anadia

A Comissão Distrital de Proteção Civil de Aveiro ativou, na tarde de hoje, o Plano de Emergência, face ao “elevado número” de incêndios que estão a lavrar no distrito.

O anúncio foi feito pela Câmara da Mealhada, numa nota enviada ao final da tarde à agência Lusa, na qual também refere que o Plano de Emergência Municipal neste concelho foi ativado durante a manhã.

A Mealhada é um dos 19 municípios do distrito de Aveiro e, tal como Anadia, Águeda, Albergaria-a-Velha, Arouca, Castelo de Paiva e Santa Maria da Feira, tem sido das zonas mais atingidas pelos incêndios florestais, nas últimas horas.

A Comissão Distrital decidiu ativar o Plano de Emergência “tendo em conta o elevado número de ocorrências e o total empenhamento do dispositivo operacional do distrito, estando praticamente esgotadas as suas capacidades de combate e rendição”, bem como a “previsível manutenção das condições meteorológicas adversas”, explica aquela entidade, citada pela Câmara da Mealhada.

Por seu lado, o município “acionou, na manhã de hoje, o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil dada a gravidade dos incêndios que assolaram o concelho, ameaçando, ainda ao final da tarde, habitações em diversos pontos, nomeadamente nas aldeias de Várzeas e Catraia”.

“Ao final da tarde, viveu-se um cenário ‘dantesco’”, sublinha o presidente da Câmara da Mealhada, Rui Marqueiro, citado na nota.

A Câmara de Anadia acionou hoje o Plano Municipal de Emergência (PME) face às “situações difíceis e de descontrolo” que se registam no concelho, na sequência do incêndio que lavra desde a última madrugada.

O incêndio, que deflagrou pelas 02:00 de hoje, mantém-se com “diversas frentes ativas” nas freguesias de Moita e de Vila Nova de Monsarros, ameaçando “vários aglomerados populacionais e elevada área correspondente ao espaço rural”, afirma uma nota da Câmara de Anadia, enviada ao meio da tarde à agência Lusa.

As chamas “não aparentam qualquer diminuição na intensidade, face às condições atmosféricas adversas que se fazem sentir, nomeadamente altas temperaturas e ventos fortes, com mudanças permanentes de direção”, sublinha o mesmo comunicado, subscrito pela presidente da Câmara de Anadia, Teresa Correia Cardoso.

Os meios e recursos afetos ao combate aos fogos “revelam-se insuficientes para controlar as várias frentes ativas, assim como para dar resposta a inúmeros pedidos de auxílio apresentados pelas populações”, sublinha ainda a Câmara de Anadia.

Consideradas as “circunstâncias excecionais e urgentes, em especial a ameaça que as mesmas oferecem a aglomerados populacionais”, o município decidiu acionar o Plano de Emergência de Proteção Civil, conclui a Câmara.

Prolongado Plano de Emergência do Alto Minho 

O presidente da Comissão Distrital de Proteção Civil (CDPC), José Maria Costa, anunciou hoje o prolongamento, por mais 48 horas, do Plano de Emergência Distrital (PED) devido à previsão de agravamento das condições climatéricas.

"As condições climatéricas preveem algum agravamento durante a noite e estamos com algumas ocorrências, no distrito que nos merecem a maior preocupação", disse aos jornalistas José Maria Costa, que é também presidente da Câmara de Viana do Castelo, no final de uma reunião de trabalho com a ministra da Administração Interna no Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS).

Constança Urbano de Sousa admitiu que o Alto Minho está a enfrentar uma situação "bastante grave" e apelou à população para que tenha um "comportamento responsável".

"As ignições não vêm do nada. Há muitas que ocorrem durante a noite. Neste momento, todos os cuidados são poucos", sustentou.

O PED) foi ativado no Alto Minho na segunda-feira à noite "devido ao número de incêndios, ao esgotar dos meios de combate e às condições meteorológicas".

No final da reunião com a ministra da Administração Interna, o comandante operacional distrital da Proteção Civil, Armando Silva, apontou como pontos mais preocupantes no distrito os fogos em Cabana Maior - Arcos de Valdevez, Vilar de Murteda e Freixieiro de Soutelo - Viana do Castelo

O mesmo responsável realçou o papel desempenhado pela população do distrito, que classificou de "inexcedível", demonstrando que sabe "que não é possível ter um bombeiro para cada casa".

Armando Silva revelou ainda o distrito conta já com o reforço de quatro pelotões de militares, duas máquinas de rastos do Exército, três Grupos de Intervenção de Proteção e Socorro (GIPS) da GNR e grupos da Força Especial de Bombeiros (FEB).

Forças Armadas cedem mais de 600 militares

As Forças Armadas têm mais de 600 militares no apoio às operações de socorro, entre o continente e a Madeira, disse hoje à agência Lusa o coronel Helder Perdigão, do gabinete do Chefe do Estado Maior das Forças Armadas (CEMGFA).

Hélder Perdigão adiantou que “estão empenhados 624 militares, apoiados por 119 viaturas”, no combate e apoio às “operações de socorro da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC)” nos distritos de Aveiro, Viana do Castelo, Viseu, Porto, Vila Real, Braga e Faro e Madeira de “diversas unidades provenientes de norte a sul do país”.

“O maior empenho operacional, neste momento, desenvolve-se na Madeira”, através do Regimento de Guarnição 3, para “onde estão a ser reencaminhados grande parte dos desalojados”, referiu o coronel.

As Forças Armadas prestam “apoio sanitário de emergência, alimentação, fornecimento de água, evacuação de desalojados, patrulhamento e vigilância dos incêndios que deflagraram nas zonas altas do Funchal, desde a madrugada de dia 09 de agosto, precisou Helder Perdigão.

Nas operações estão “os regimentos de Engenharia, equipados com máquinas de rasto", dos “Regimento de Engenharia 3 e Engenharia 1”, e da Companhia de Engenharia de Combate Pesada da Brigada Mecanizada, na “abertura de faixas de gestão de combustíveis (corta-fogos) e no melhoramento de itinerários” de acesso aos operacionais de socorro, acrescentou Helder Perdigão.

As Forças Armadas, na Região Autónoma da Madeira, após ativação do Plano Regional de Emergência “empenham cerca de 400 militares, em ações de apoio logístico à população”, o que correspondente “à totalidade dos militares do Regimento de Guarnição 3, do Comando Operacional da Madeira e do Quartel-General da Zona Militar da Madeira”, detalhou o coronel.

O Regimento de Guarnição 3 “acolhe 512 civis”, a que correspondem “132 doentes desalojados do Hospital dos Marmeleiros, 320 desalojados, 30 técnicos de apoio a doentes e 30 técnicos de apoio aos desalojados pertencentes à Cruz Vermelha, à Segurança Social, bem como alguns voluntários, prevendo-se ainda os 120 bombeiros provenientes do continente”, disse Hélder Perdigão.

O militar do gabinete do CEMGFA destacou o apoio da Força Aérea nos incêndios na Ilha da Madeira, através de “quatro voos a partir da Base Aérea do Montijo, recorrendo a quatro aeronaves 'C-295-M', entre a noite de dia 09 de agosto e a manhã de hoje”, que transportaram os “119 elementos de apoio e de material diverso”, além de uma “evacuação médica urgente de um queimado grave, do Funchal para Lisboa, com recurso a uma aeronave 'Falcon 50'”, concluiu.