Quarenta e duas pessoas ficaram feridas e dezenas de pessoas tiveram de ser retiradas das suas casas devido às chamas, desde quarta-feira. O balanço foi feito pela Proteção Civil neste domingo.

Entre os feridos há bombeiros e civis. três casos, dois bombeiros e um civil são mais graves. Entre as vítimas graves há o caso da mulher que ficou com metade do corpo queimado no incêndio em Tomar e que se encontra internada no Hospital de Coimbra, livre de perigo.

Às 19:45, a página da Proteção Civil dava conta de oito ocorrências importantes.

O incêndio que lavra em Ferreira do Zêzere, distrito de Santarém, obrigou à retirada de algumas pessoas de Dornes, e, em Figueiró dos Vinhos, arde a única freguesia que tinha resistido no incêndio de Pedrógão Grande.

O incêndio de Ferreira do Zêzere obrigou à retirada de "algumas pessoas" na aldeia de Dornes, face à passagem das chamas pela localidade, disse à Lusa a adjunta nacional de operações da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), Patrícia Gaspar, sublinhando que este fogo e o que começou no concelho vizinho de Alvaiázere eram "os mais problemáticos", às 16:30.

Operacionais tiveram de proceder "à defesa perimétrica de habitações" nas localidades de Vale do Prado e Brejo, no concelho de Figueiró dos Vinhos, face ao avanço do fogo que começou em Alvaiázere, distrito de Leiria.

O fogo que deflagrou em Alvaiázere na sexta-feira voltou a ganhar intensidade no concelho vizinho de Figueiró dos Vinhos, lavrando na Arega, "única freguesia que tinha sido poupada" no grande incêndio de Pedrógão Grande, em junho, sublinhou o chefe de gabinete da autarquia, Gonçalo Brás.

É a última mancha florestal do concelho que está a arder. Já tínhamos perdido mais de dez mil hectares. Agora, não sei quanto vai arder. É complicado", lamentou Gonçalo Brás.

O presidente da Câmara de Ferreira do Zêzere confirmou à Lusa que cerca de 30 pessoas foram retiradas das suas casas.

Mas as chamas já passaram para Vila de Rei e levaram à evacuação de algumas aldeias.

Os incêndios que começaram em Alvaiázere e Ferreira do Zêzere são combatidos, cada um, por mais de 300 operacionais, tal como o incêndio que continua a lavrar em Miranda do Corvo, distrito de Coimbra.

Este fogo, que começou em Torres do Mondego, Coimbra, e que passou para Miranda do Corvo, "avança rapidamente com muitas projeções", disse à Lusa fonte da autarquia de Miranda do Corvo, sublinhando que, para além deste incêndio que lavra no norte do concelho, surgiu, perto das 16:00, outro foco de incêndio a sul, que arrancou "com grande força".

O incêndio em Tomar, que lavrava há 20 horas, foi dado como dominado às 12:30, embora os meios de mantenham de prontidão, tendo em conta o risco de reativação. Mantêm-se no local 215 operacionais, ajudados por 70 veículos. As chamas obrigaram à retirada de cerca de 80 pessoas das suas casas, situadas em várias localidades.

Desde quarta-feira, altura em que começou o fogo em Abrantes, seguido de outras ocorrências em vários concelhos, dezenas de pessoas foram retiradas das suas casas por causa das chamas.

O fogo na Mealhada, distrito de Aveiro, obrigou à retirada de 16 idosos.

No Louriçal, distrito de Castelo Branco, foi evacuada uma unidade hoteleira, além de residentes de casas em nove localidades.

O incêndio que começou esta madrugada lavra "com muita intensidade" e já entrou no concelho vizinho do Fundão, referiu o presidente da Câmara.

O fogo continua a progredir e já está no concelho do Fundão. Está a lavrar com muita intensidade", disse à Lusa o presidente da Câmara de Castelo Branco, Luís Correia.

Em declarações à Lusa, o presidente da Câmara do Fundão, Paulo Fernandes, explicou que as chamas entraram no concelho por volta das 17:30, sendo que este lavra "em todo o limite entre o Fundão e Castelo Branco".

O autarca afirmou que os recursos estão a ser concentrados para controlar o incêndio "na cumeada entre o Fundão e Castelo Branco, num estradão que foi feito para corta-fogos".

Cerca de 200 operacionais estão a combater um incêndio, em Parada do Pinhão, Sabrosa, Vila Real, que lavra em zona de pinhal e aproximou-se de casas da aldeia de Vilarinho de Parada, disse fonte da proteção.

O alerta foi dado cerca das 13:00 e o fogo chegou a ser dado como dominado por duas vezes, só que acabou por se reativar e, de cada vez, com mais intensidade.

O presidente da Câmara de Sabrosa, Domingos Carvas, disse à agência Lusa que a “situação no terreno é complicada” e que “arde com muita intensidade”. A situação mais preocupante vive-se em Parada do Pinhão, aldeia que ficou cercada pelo fogo.

Domingos Carvas referiu que algumas pessoas, mais idosas e doentes, foram levadas para a igreja, para um ambiente mais fresco e resguardado do fumo intenso que cobre a localidade.

Nesta localidade, duas casas, que não são de primeira habitação, foram tomadas pelo fogo.

O autarca disse ainda que o combate está a ser dificultado “pela falta de meios terrestres e aéreos”, pelo “vento forte e cruzado que projeta as chamas e pela orografia do terreno”.

Este fogo já queimou terrenos agrícolas e também quintais da aldeia de Vilarinho de Parada e, agora, prossegue em direção à localidade de Paredes.

O incêndio prossegue com várias frentes ativas e, para o terreno, foram mobilizados, segundo a página da Internet da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) cerca de 200 operacionais, 50 viaturas, três meios aéreos e máquinas de rasto.