O ministro da Defesa, José Azeredo Lopes, disse hoje que a Força Aérea Portuguesa vai ser mais envolvida na gestão de combate aos incêndios, mas adiantou que isso não permite que a gestão operacional recomece imediatamente.

A decisão política já foi assumida publicamente e amplamente pelo primeiro-ministro, de que de agora em diante a FAP vai ser mais envolvida na gestão até operacional, de combate aos incêndios, mas não é isso que permite que essa gestão operacional recomece [no imediato]", disse à margem das comemorações do 65.º aniversário da FAP, que decorre até domingo, em Castelo Branco.

O governante explicou que a aquisição do KC-390, o novo avião de transporte médio que irá substituir os C-130, é um grande investimento para um país como Portugal.

Uma das questões que o Governo trabalhou e que vai fazer parte do pacote negocial com o construtor, passa por dotar o avião com os meios mais modernos de combate a incêndios.

Isso vai estar garantido quer em relação à capacidade de transportar calda retardante e também a possibilidade de transportar água", explicou.

Contudo, adiantou que entre o momento da negociação, a encomenda e começar a receber as aeronaves, vai demorar tempo.

Não é possível de um dia para o outro, ter os aviões à disposição. Estamos a falar de larguíssimos meses que o construtor precisa para começar a entregar essas aeronaves", afirmou.

Azeredo Lopes disse, no entanto, que há uma outra dimensão que é possível ativar rapidamente e que diz respeito ao envolvimento cada vez maior, da FAP ao nível do reforço dos meios de vigilância envolvidos no combate aos incêndios, envolvimento que, aliás, já aconteceu no incêndio de Pedrógão Grande, no distrito de Leiria.

Por último, o ministro da defesa disse que gostava que o contrato para aquisição dos novos aviões KC-390 pudesse estar concluído no início do próximo ano: "Seria muito bom".

A partir daí, sublinhou, é necessário projetar para o futuro a disponibilização de meios efetivos de combate aos incêndios por parte da FAP.