Este ano já se registaram em Portugal 7.000 ignições, disse esta terça-feora o presidente da Liga Portuguesa dos Bombeiros, que saudou todos os operacionais que estão envolvidos no combate ao incêndio que desde sexta-feira lavra em Monchique.

Este ano já houve em Portugal cerca de 7.000 ignições, onde a presença dos bombeiros tem tido uma assinalável permanência, superior a 96%, em equipamentos, viaturas e recursos humanos", lê-se no comunicado hoje divulgado por aquela estrutura.

Jaime Marta Soares aproveitou para lembrar que os incêndios florestais representam "apenas 7% da actividade do socorro", embora os bombeiros, digam sempre "presente", cumprindo ainda outras funções "não menos exigentes, como é o caso da emergência médica, que é realizada em 85% pelos bombeiros portugueses".

O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses enalteceu o papel dos bombeiros, que são "os primeiros a chegar e os últimos a partir", pelo que devem ser saudados "com respeito e grande espírito de solidariedade" todos os operacionais, que "lutam para defender as vidas e haveres das populações que juraram servir, muitas vezes com sacrifício da própria vida".

"O lema 'Vida por Vida' não é uma palavra vã, nos bombeiros é antes sinónimo da coragem, da determinação e da grande solidariedade que une todos os bombeiros de Portugal aos portugueses", concluiu.

O incêndio que deflagrou na sexta-feira ao início da tarde em Monchique já se estendeu aos concelhos de Portimão e Silves, de onde foram também retiradas pessoas de algumas localidades.

Até segunda-feira, tinham ardido entre 15.000 e 20.000 hectares, segundo as autoridades, atingindo casas e carros.

Há 29 feridos ligeiros e um grave, que está com prognóstico favorável.