Quase uma dezena de grandes incêndios em quatro distritos preocupavam os bombeiros às 13:55, sendo o fogo no concelho de Arouca, em Viseu, o que mais meios mobilizava àquela hora (220 operacionais), segundo dados da Proteção Civil.

No total, a Autoridade Nacional de Proteção Civil dá conta de 122 incêndios ativos em Portugal que mobilizam 3.134 operacionais, apoiados por 986 meios terrestres e 25 meios aéreos.

O presidente da Câmara, do distrito de Aveiro, referiu ainda que o trabalho feito durante a última noite e madrugada foi "muito grande, porque aproveitou-se bem as condições atmosféricas para resolver o máximo de problemas", adiantando que "houve algumas casas em risco, mas não houve problemas graves".

Ainda no distrito de Aveiro, o incêndio em Arouca é o que mobiliza mais operacionais, num total de 216, apoiados por 76 viaturas. O fogo lavra desde sábado e está agora quase resolvido, informou o comandante Operacional de Agrupamento Distrital Centro Sul, Joaquim Chambel.

Com o incêndio da Serra da Freita praticamente dominado, o presidente da Câmara de Arouca, José Artur Neves, está agora preocupado com o fogo que começou a lavrar na freguesia de Janarde há mais de 20 horas.

Este fogo, que tem uma frente ativa, também faz parte das "ocorrências importantes", assim designadas pela Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) porque decorrem há mais de três horas e mobilizam mais de 15 meios de socorro.

No concelho de Barcelos, distrito de Braga, um incêndio em Tamel Santa Leocádia esteve a ser combatido por 194 operacionais, apoiados por 68 viaturas, mas já se encontra em fase de resolução. O incêndio florestal que deflagrou pelas 14:58 de domingo tinha às 8:30 de hoje “uma pequena frente, com cerca de 300 metros”, disse à Lusa, fonte da proteção Civil.

De acordo com a Proteção Civil, há sete grandes incêndios a esta hora, que se localizam em Viana do Castelo, Castanheira de Pêra, Arouca, Viseu, Arcos de Valdevez, Vila Nova de Cerveira e Aroura. 

Na ilha da Madeira, um incêndio de grandes dimensões lavra muito perto do centro do Funchal, como deu conta o jornalista da TVI, Mário Gouveia.

Um incêndio em Silves, no Algarve, que lavra desde segunda-feira à tarde, entrou em fase de rescaldo. No entanto, ainda se mantêm no local dois meios aéreos e 368 bombeiros, apoiados por 107 veículos, que estão a colaborar na extinção de pequenas reativações de fogo.

Aviões espanhóis estão a caminho

Dois aviões Canadair espanhóis são esperados a qualquer momento na zona de Viana do Castelo para reforçar o combate aos 11 incêndios em curso no distrito, revelou à Lusa o presidente da Comissão Distrital da Proteção Civil (CDPC).

De acordo com José Maria Costa, “dois aviões Canadair espanhóis estão a caminho” e “devem estar a chegar” ao distrito que ativou, na segunda-feira à noite, o Plano Distrital de Emergência”.

O Governo português acionou novamente o protocolo com Espanha para combater os incêndios florestais no distrito de Viana do Castelo, disse à Lusa fonte do Ministério da Administração Interna.

Os incêndios que lavram em Vila Nova de Cerveira, Vilar de Murteda e Cabana Maior, no distrito de Viana do Castelo, são das ocorrências mais relevantes e que mais preocupações estão a dar aos vários elementos da proteção civil.

O também presidente da Câmara de Viana do Castelo disse estarem “ativos” no distrito 11 incêndios, combatidas por 501 operacionais e três meios aéreos (dois aviões em Ponte de Lima e um helicóptero pesado em Mezio, Arcos de Valdevez).

Entre estes 11 incêndios que afetam o distrito, o presidente da CDPC destaca “quatro mais graves”, em Cabração e Calheiros, concelho de Ponte de Lima, em Cabana Maior, Arcos de Valdevez, e em Vilar de Murteda e em Nogueira, Viana do Castelo.

José Maria Costa adiantou ainda que uma casa foi “consumida pelas chamas”, em Escusa, Ponte de Lima. Em Meixedo, no mesmo concelho, “ardeu parte de uma fábrica desativada”, referiu.